Arquivo de janeiro \12\UTC 2008

Geração Perdida ou Perdendo uma Geração?

Hoje é muito comum dizer que essa é uma geração perdida, mas por que será? Será que não estamos dando mais ênfase para outras coisas menos para a educação das crianças, a palavra de Deus diz em Pv. 22.6, que devemos ensinar a criança no caminho em que deve andar ,pois, até quando ela for adulta não esquecerá desses ensinamentos, mas deixamos de ensinar o correto, ensinar a palavra de Deus, e deixamos a TV ou qualquer outra leitura nortear a vida dessas crianças. Como um leitor e telespectador desses do gênero queria ressaltar que não há nenhum desenho por mais inocente que pareça que não tenha uma invocação ao demônio, magia negra, idolatria, desvio de conduta, caráter, super heróis que são demônios e até negam a existência de Deus.
Pensei já ter visto de tudo mais nova arma de satanás é uma historia que já chegou nas bancas,que conta a historia de um adolescente que têm dois grandes sonhos, o primeiro de ter uma banda famosa e o segundo de ter uma namorada, até ai tudo bem, mas com o passar da história ele consegue uma banda só que em vez de uma namorada, ele consegue um namorado (nesse mangá a temática é a descoberta da sexualidade, mais para mim é a distorção do que Deus quer para nossas vidas).
Vejamos o que as crianças estão falando:
– Meu sonho é ser como o Naruto! (tem um demônio aprisionado no seu corpo)
– Quero ser como o Goku,o homem mais forte do universo! (é mais forte até mesmo que um deus)
– Queria ser como o MadinVegete (estava possuido por um demônio – madin é demônio)
– Queria ter o poder da Sakura! (aprisiona cartas que contém magia negra)
– etc
Frases assim são ditas todos os dias por crianças, adolescentes, jovens e até adultos, querendo ser algum personagem de uma história de Mangá ou Anime. O que menos se escuta é quero ser como Sansão, como Paulo, como Ester, como Moisés. Isso ocorre porque deixamos de ler um livro sem igual, um livro que tem amor, guerra, terror, drama, resumindo, tudo o que você quiser temos nele e não estou falando de nada novo no mercado estou falando do livro que tem as palavras de Deus – A BÍBLIA SAGRADA.
Devemos deixar de dizer que nossas crianças não estão preparadas para entender teorias Bíblicas ou algo mais profundo, pois se nós não ensinarmos, o que ela está lendo e assistindo está recheado de filosofia oriental. E vamos parar de dizer que a geração está perdida e vamos assumir nossas culpas e repensar que ela está se perdendo por nossa culpa. E que possamos investir mais em nossas crianças, pois elas são o futuro de nossas igrejas e são almas de grande valor para Deus. E vamos procurar saber o que elas estão assistindo, pois lembremos do que Paulo disse em Filipenses 4. 8 “Quanto ao mais, irmãos, tudo que é verdadeiro, tudo que é honesto, tudo que é justo, tudo que é puro, tudo o que é amável, tudo que é de boa fama, se há alguma virtude, se há algum louvor, nisso pensai.” .
A PAZ DE CRISTO
Artigo pouco conhecido de Carlos Eduardo. na época em que foi publicado, o blog geração que lamba estava “em chamas” devido ao post anterior, que relatava a controvérsia existente na Assembléia de Deus em Belém com relação à revista de escola dominical, publicada pela cpad no último trimestre de 2007.
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Vivendo uma Vida de Hipocrisia( baseado em Mt 23:25-28)

Artigo feito por Nilton Rodolfo, “fundador” da GQL.
Existem muitos tipos de “crentes hoje em dia, diversos tipos de igrejas e liturgias. Mas existe um grupo de pessoas que é mais famoso entre os outros, são os chamados “irmãos de fogo”, os quais são considerados os “pentecostais”.
Infelizmente, no meio do trigo sempre tem joio, ou seja, em meio aqueles irmãos que realmente são cristãos fervorosos por meio da graça de Deus superabundando em suas vidas existem aqueles que possuem um estereótipo de cristão, têm uma Bíblia grande, constantemente dão glória a Deus no cultos, entram no “mistério”, etc…mas que infelizmente são só falsidade(Mt 7:15), são verdadeiros sepulcros caiados.
E agora? O que fazer para discernir entre o cristão verdadeiro e o falso profeta? Jesus nos orienta em relação a isso e nos chama à atenção para a “análise dos frutos”(Mt 7:16-20).
É impossível alguém ter caracteristícas de um verdadeiro cristão, como amor, alegria, paz, temperança, etc, se ele não tiver o Espirito Santo habitando em sua vida, pois é Ele que gera em nós o Seu fruto( Gl 5:22-25).
Jesus usa uma metáfora nos comparando com com a vara da videira e Ele com a videira verdadeira(Jo: 15:4-6) ; não tem como alguém dar bons frutos se não estiver em comunhão com Deus, então implica que uma pessoa que não tem comunhão com Deus não é um verdadeiro cristão, e por consequência é alguém que vive de hipocrisia. Também é impossível alguém não dar bons frutos se estiver em comunhão com Deus, isso implica que um verdadeiro cristão é aquele que tem comunhão com Deus e vive, consequentente, o fruto do Espirito. É impossível ter essas coisas e não mudar de vida, pois isso é um processo de transformação que não podemos conter(Se estivermos mantendo nossa salvação,pois salvação se perde).
Outro aspecto que deve ter a sua atenção é o aspecto bíblico. Muitas pessoas andam fazendo certas coisas por aí, que não têm o minimo de apoio no Livro Sagrado para ser feito. Hoje em dia temos tudo quanto é tipo de adoração; temos adoração profética, adoração levítica, adoração extravagante, etc..também temos a “unção dos quatro seres”, a unção dos “Street Figthers”[ Me refiro ao tipo de pregador que gosta de jogar bolas de fogo em pessoas, afirmando estar cheio do Espírito, o que parece magia do famoso jogo de videogame], entre outras heresias(parece engraçado, mas infelizmente é verdade). Em nenhum momento quero limitar a manifestação do Espirito Santo em nossas vidas, só estou falando de meninices que existem em muitas igrejas, onde o povo pensa que tudo “vem de Deus”. Por favor, vamos discernir o que é de Deus e o que não é!(1Tm 4:1,2; 2 Tm 4:2-5). Infelizmente também temos muitos falsos profetas que pregam o que acham que é certo, mas pela Bíblia tal ensinamento é errado; que procuram agradar ao povo, lhes dizendo o que eles querem ouvir, e não o que eles precisam ouvir de Deus( Jo 7:24).
Viver uma vida de hipocrisia é afirmar uma coisa e não vivê-la, assim também como saber que está contra a vontade de Deus e dizer que está de acordo com ela. Está associada a uma vida baseada em suas próprias convicções, sem procurar o ensinamento bíblico; é ter uma vida baseada em suas próprias forças, ou seja é ter uma vida independente de Deus. Sabemos muito bem, que sem Deus em nossas vidas, não passamos de pecadores condenados à morte eterna, mas se estivermos em Deus por meio de Jesus e de Seu sangue que nos traz a redenção, ainda seremos pecadores, mas pecadores que têm acesso ao perdão de Deus,debaixo de Sua graça e por isso podemos perseverar até o fim.
Se você estiver vivendo uma vida hipócrita, seja humilde e reconheça os seus erros perante Deus, e Lhe peça perdão e graça para que a salvação seja possível. Leia a Bíblia, pois é ela que vai te orientar e ore, pois é pela oração que você estará mais íntimo de Deus, sem deixar de vigiar. Abraços. Deus nos perdoe.

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Ebd: O Lar dos Mestres da Palavra

O pão da padaria exalava um cheiro bom e gostoso naquele domingo, a igreja era simples e humilde, porém os professores por demais aplicados ao darem à aula. Eu ainda não era crente, mas graças a Deus, através daqueles homens, eu consegui começar a entender quem era o Deus de Abraão, Isaque e Jacó. Para mim, em minha mentalidade não crente e conhecendo muito pouco da igreja, aqueles homens eram como pastores. Hoje, como cristão, eu pergunto: Será que podem ser considerados mestres? Veremos. Até hoje existe certa controvérsia se há ou não o ministério oficial na igreja dos mestres, ou “doutores” como está em alguns textos de traduções clássicas da Bíblia. Boa parte deste debate gira principalmente em torno de um texto bíblico: Efésios 4:11. No texto em apreço, lemos o seguinte: “E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores”. Muitos exegetas afirmam que ao contrário dos apóstolos, profetas e evangelistas, os dois termos, “pastores” e “doutores” estão intimamente correlacionados, por isso, não são dois ofícios distintos, mas duas atividades referentes ao mesmo ministério: o de governo da igreja. Para esses teólogos, a função do ensino está restrita aos líderes eclesiásticos, ou seja, aos ministros da Palavra, no caso seriam os pastores. É verdade que existe certo sentido nesta afirmação. Se notarmos bem vemos realmente que há uma grande ligação entre estes dois termos, enquanto que o apóstolo afirma que uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas, ele quebra este ritmo e ao invés de afirmar e outros para pastores e outros para doutores ele afirma: “e outros para pastores e doutores”. Porém este assunto não está fechado e para falar a verdade, muitos teólogos importantes, como Calvino, afirmam o contrário. Para ele, quando o apóstolo afirma que existem pastores e doutores ele está realmente fazendo uma correlação, porém os ofícios são distintos. Ou seja, tanto pastor quanto o mestre tem a mesma função, de serem ministros da Palavra.
Pastores e doutores (algumas traduções, “mestres”, na King James Version está “professores”) são ofícios legítimos e distintos entre si. Todo o pastor é um doutor, mas nem todo o doutor é um pastor. Porém será que essa explicação é válida? Por mais que tenhamos um compromisso de ser um professor de escola dominical, nosso dever é de obedecer a Palavra de Deus, quer ela diga sim ou não para um determinado assunto. É necessário verificarmos outros textos bíblicos que tratam dessa questão. Afirmações como as de Paulo em 1 Tm 6:3 parece estar se referindo aos pastores que ensinavam heresias para os fiéis,o que parece abalizar ainda mais as colocações dos exegetas e teólogos que defendem um só oficio pastor-mestre.
Porém há textos que utilizam a Palavra mestre independente da palavra pastor, como por exemplo em Tiago 3:1, onde a advertência quanto aos perigos de um falso ensinamento pode ser dado com as melhores intenções. Outro texto que mostra a palavra mestre independente do ofício pastoral é Hebreus 5:12 : “ Porque, devendo já ser mestres pelo tempo, ainda necessitais de que se vos torne a ensinar quais sejam os primeiros rudimentos das palavras de Deus; e vos haveis feito tais que necessitais de leite, e não de sólido mantimento.” Apesar do texto não citar a o termo pastores, o autor pode star se referindo ao termo mestres no informal, onde todos devem cumprir o ide de Jesus registrado em Mateus 28:19-20. Nos tempos do Antigo Testamento e até mesmo no tempo de Jesus, o termo mestre era separado e independente, como demonstra o salmo 119:99. Diante dessas afirmações, a questão ainda permanece: é lícito existir o ofício de mestre nos dias de hoje? Talvez um pequeno versículo da Bíblia ajude a sanar, ou pelo menos no orientar nesta delicada questão: o texto de 2 Timóteo 1:10-11. O texto nos informa: “E que é manifesta agora pela aparição de nosso Salvador Jesus Cristo, o qual aboliu a morte, e trouxe à luz a vida e a incorrupção pelo evangelho; para o que fui constituído pregador, e apóstolo, e doutor dos gentios”(ênfase minha) Existem duas coisas importantíssimas nesses versículos, em especial o onze. Muitos dos que afirmam que o ensino deve estar unicamente associado ao pastor (no sentido formal e Oficial) também afirmam que a pregação deve estar muito mais (querendo dizer praticamente que deve estar unicamente) ligada ao trabalho pastoral. Porém não é isso que vemos nesta afirmação. Ao contrário, O APÓSTOLO FAZ CLARAS DINSTINÇÕES ENTRE PREGAÇÃO E ENSINO, colocando-os distintos e independentes do serviço pastoral, lembrando que também pode estar incluído no sentido de Apóstolo, uma vez que os apóstolos eram autoridades máximas e também poderiam ser considerados presbíteros (1 Pe 5:1-2). Isso mostra que também o oficio de pregador pode existir, ainda que seja algo um tanto quanto independente do oficial ministério eclesiástico, tendo que passar apenas por dois processos, a certeza do chamado e a autorização da igreja (onde se levaria em conta uma avaliação segundo os princípios bíblicos). É importante fazer um paralelo com Efésios 4:11. A luz destes dois textos, fica ainda mais clara e autentica a distinção de Calvino, mostrando que apesar de estarem intimamente ligados, há dois ofícios distintos, com responsabilidades semelhantes: Ensinar a Palavra de Deus, assim também como a tarefa de pregador. Os requisitos básicos podem ser encontrados nos textos onde falam do ministério pastoral e diaconal, onde o primeiro está intimamente ligado aos outros dois ministérios: 1 Tm 3 e 2Tm 4. Depois de verificarmos e concluirmos a existência e necessidade do oficio dos mestres, devemos perguntar: e a EBD com isso? A escola dominical é importantíssima, pois é aí onde os mestres podem exercitar seu ofício, é o lugar ideal, é lar onde os mestres se encontram e interagem com seus alunos, e com certeza de certa maneira cumprindo o ide de Jesus de ensinar aguardar todas as coisas que ele tem ensinado. É importantíssimo que os mestres da palavra busquem sensibilizar sua congregação da importância da EBD, que está cada vez mais sofrendo, em muitos lugares uma escassez considerável.
Hoje, muitos perdem seu tempo indo a shows de pop-stars ditos evangélicos, independente do horário ou lugar. Enquanto que para se levantar cedo para ir para EBD, as coisas complicam e muitos não querem vencer o sono, principalmente meus queridos amigos e contemporâneos jovens e adolescentes. Porém este problema não se limita somente a eles, mas também a muitos adultos. É verdade que existe professores negligentes e que infelizmente não buscam passar um bom conteúdo para o estudante. Outros nem se preparam com um bom planejamento de aula, afirmando, de forma cínica e carnal que “vai fluir na hora”, “o Senhor me dará a Palavra certa” entre outras afirmações com um teor de misticismo anti-bíblico. Que possamos lembrar da vocação em que fomos chamados e também lembrando da advertência de Tiago antes de iniciar um tão profundo, responsável e prazeroso trabalho ministerial, no dia do Senhor, edificando a casa do Senhor, o Corpo de Cristo. Na Palavra do Senhor.
AMÉM.
Soli Deo Gloria

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Análise Sobre o Artigo: “A Expiação e a Cura Divina”, do Pastor José Gonçalves.

Recentemente foi publicado, na revista Obreiro, editada pela CPAD, um artigo do pastor José Gonçalves, membro da Comissão de Apologética da Convenção Geral das Assembléias de Deus(CGADB), intitulado “A Cura Divina e a Expiação”, no qual defende a tese que na expiação Jesus levou não somente nossos pecados, mas também nossas doenças, na cruz do calvário.
Logo no inicío do artigo, o pastor José afirma: “Em tempos recentes, a doutrina bíblica da cura divina vem sendo duramente atacada, em especial aquela vertente que diz que a expiação de cristo proveu cura para o corpo.” pouco depois dessa afirmação, o pastor Gonçalves diz que o ataque provém de apologistas da fé cristã que combatem a doutrina da confissão positiva, que prega a doutrina que ao morrer, Jesus levou nossas doenças, por isso o crente não deve ficar doente. O pastor José deixa implicíto que não segue esse modismo.Entretanto diz:”… a cura divina ficou associada a esse movimento.” será que isso é verdade? Veremos mais adiante.
Depois dessa estranha afirmação, o pastor contesta os teólogos Paulo Romeiro e John Sttot, que afirmam em seus respectivos livros Supercrentes e a Cruz de Cristo que na expiação, Jesus somente levou nossos pecados. Stott é mais lembrado por José, pois discorre um pouco mais desse assunto do que Romeiro também em outro livro intulado A Cura de Cristo.
Para que possamos melhor esclarecer essa questão, é necessário termos em mente que todo esse assunto gira em torno de dois livros(em especial dois capítulos) da Bíblia: Isaías 53:4-5 e Mateus 8:14-17. Em Isaías vemos o sofrimento do Messias: ” verdadeiramente ele levou sobre si as nossas enfermidades, e a nossas dores levou sobre si…”(Is 53:4). Já em Mateus, vemos o Apóstolo comentar sobre as curas que Jesus realizou: ” E, chegada a tarde, trouxeram-lhe muitos endemonhinhados e ele com sua palavra expulsou deles os espirítos, e curou todos os que estavam enfermos; para que se cumprisse o que fora dito pelo profeta Isaías, que diz: Ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e levou as nossas doenças”.
Tanto Stott quanto Romeiro afirmam que Mateus estava se referindo ao ministério de curas de Jesus, no qual Ele prova ser o Messias, entretanto, Gonçalves não concorda com tal interpretação e cita diversos nomes que têm(ou tinham, pois já morreram) a visão que a cura divina existia na expiação, como Melacton Jacubus, A. A. Hodge, Franz Delizch, entre outros.
O pastor cita um trecho de Melacton Jacobus: ” Aquele que aniquilou ‘pelo sacrificio de Si mesmo o pecado’ e carregou ‘ele mesmo em seu corpo, sobre o madeiro, os nosso pecados’, resolveu também aniquilar as consequências do pecado”.
Depois cita Keith Baley: ” a crença no fato de que a cura se acha ligada a expiação não implica necessariamente em que todos os crentes devam gozar de perfeita saúde, assim como a crença na salvação através da expiação não implica em que crêem manifestarão total santidade”.
Os argumentos apresentados são extremamente fortes e convincentes, então necessariamente estão corretos. Ou será que não? Bem, primeiramente devemos analisar com calma tal questão. Que pela misericórdia de Deus com auxílio do seu Espiríto, possamos extrair o verdadeiro significado dos textos apresentados.
Analisemos primeiramente o texto de Isaías. Se atentarmos um pouco mais para o contexto dos versículos apresentados, notamos que o foco em questão não são as doenças, mas o pecado. Note o que afirma o versículo cinco: ” mas ele foi ferido pelas nossas tranguessões, e moído por causa das nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados”. Atente que fomos sarados pelo sacrifício de Cristo. Ele foi ferido pelas nossas tranguessões, ou seja, Cristo estava na Cruz por causa de nossos pecados, mas então, segundo o versículo anterior, ele tomou nossas doenças? Então na verdade o castigo de Jesus foi ficar doente e morrer? É claro que não. Termos tal opinião é algo extremamente absurdo. Então do que fomos curados? A reposta já foi dita: do pecado. Como pode ser? A resposta está no contexto e também na palavra hebraica traduzida por “enfermidades”, siginifica dentro do contexto do livro de Isaías “doenças espirituais”, ora, o que significam essas doenças, ou melhor, o que são? a resposta está no versículo seguinte: “…as nossas transgressões…as nossas iniquidades”. O versículo dez afirma que Deus o fez enfermar, o que pode parecer estranho, mas na verdade significa que Jesus estava sendo tratado como pecador em nosso lugar, recebendo a condenação que nós deveríamos receber. Jesus estava sendo “ferido de Deus e oprimido”. Isso é confirmado com a seguinte afirmação ainda no versículo dez:”quando a sua alma se puser por expiação do pecado…”, o versículo onze afirma:”…justificará a muitos,, porque as iniquidades deles levará sobre si.” esse “levou” refere-se ao pecado. tendo em conta essas afirmações, é só fazer um paralelo disso com o versículo cinco, que nos leva a concluir o que Jesus levou foram os nosso pecados e não as nossas doenças.
Mas o que dizer sobre Mateus? Primeiramente devemos notar que ao citar o profeta, Mateus o faz muito antes da expiação. Note também que o texto diz que Jesus “…Com sua palavra expulsou deles os espiritos”. Será que na expiação, Jesus também levou a possessão demoníaca? longe de nós tal pensamento! Ora Mateus mostra que ao curar enfermos e expulsar demônios, Jesus mostrava ser o messias, que curaria nossas doenças espirituais, algo que foi realizado na cruz do calvário.
Claramente vemos que Melacton está equivocado. Por que Jesus levaria as consequências do pecado se ele já estava levando o próprio pecado? Quando há ausência do pecado, há ausência das doenças. Se Adão não tivesse pecado, jamais haveria doença. Foi por causa do pecado no mundo que começamos a ficar doentes. Jesus, ao morrer, redimiu o homem tanto na alma e no espiríto quanto no corpo. Por isso havemos de ressucitar e gozaremos de plena saúde(1 Co 15:42-44), isso já poderia ser feito se fossemos plenamente santificados, porém o processo é lento e gradual. Entretanto, cremos que Jesus levou nossos pecados, somos salvos e o pecado não tem dominío sobre nós. Se Jesus levou nossas doenças juntamente com os nossos pecados, é claro que elas não teriam domínio sobre nós. ficaríamos doentes, porém uma oração pedindo cura resolveria tudo, assim como oramos para que Deus perdoe os nossos pecados e somos perdoados imediatamente, ficaríamos curados de maneira instantânea com apenas um pedido de cura.
É necessário afirmar que nem Romeiro nem Stott negam a cura divina, muito menos eu. Creio sim que Deus cura hoje, e pode fazer a hora que quiser. Por isso a afirmação do pastor José de que a cura divina está sendo associada a confissão positiva não procede, pelo menos com relação a mim, Stott e Romeiro( e tantos outros).
Por mais que o pastor José não aceite, essa doutrina leva ao mesmo resultado prático do que a confissão positiva prega: sempre seremos saudáveis. Infelizmente isso parece se confirmar com o comentário final do pastor sobre este assunto: “Não entendemos como Jesus pôde levar sobre si os nossos pecados, sendo ele imaculado, mas cremos na Palavra”. Será que ele está firmando que Jesus literalmente “Se fez pecado” por nós? Se essa for a conclusão, o pastor cai no mesmo erro da confissão positiva, não entendendo que na verdade o sacricío de Cristo foi uma expiação substitituitiva, ou substituição representativa, onde um inocente leva a culpa de um transgressor, tipificada nos sacrifícios de animais no Antigo Testamento.
Deus Cura hoje! Mas que ele nos livre de acharmos que sempre seremos saudáveis. As vezes a doenças estão sobre nós para a glória de Deus, outras vezes ela aparece pois Deus, em Sua Sabedoria e Soberania tem o propósito de nos santificar. Deus é soberano! Caso ele não nos cure, Sua graça nos Basta!(2 Co 12:9)
Nota atual: este artigo foi um dos primeiros a receber comentários, sendo que este fora comentado por meu grande amigo e irmão em Cristo Gutierres Siqueira. Houve certa resposta de alguém que afirmava ser o pastor José Gonçalves, mas até hoje há dúvidas com relação a isso.

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O Círio, o Neófito e a Cruz Vermelha

Belém está agitada nestes dias com a chegada da celebração que a mídia chama de “natal dos paraenses”, o Círio de Nazaré. Os locais públicos de Belém, pelo menos a sua maioria, estão carregados de homenagem a “mãezinha”. Segundo dados por demais questionáveis, a festa pode atrair este ano mais de três milhões de católicos(como se Belém conseguisse suportar os famosos 1 milhão de pessoas) que se reúnem em uma procissão com mais de seis horas de duração( em todos os anos há certas variações), onde percorrem um duro trajeto levando uma extensa corda até a Basílica que tem o nome da “santa”. Os dias são de muita idolatria, que tem efeitos em todos os setores da cidade, desde repartições públicas até em faculdades e transportes coletivos.
Certa vez, pouco depois de ter saído da época neófita(não fazia muito tempo que eu havia me convertido e pouco tempo é que eu havia tido a experiência do que é viver o nascer de novo), decidi ser um voluntário na cruz vermelha, não para ajudar os “os irmãos na fé”, mas para acabar o mais rápido possível com os problemas enfrentados pelas pessoas ali presentes( desmaios, fraquezas, entre outros problemas). Alguém talvez questione a minha atitude, e certamente estou passível de ser criticado, se alguém em perguntar se quero fazer isso de novo, certamente responderei que não. Porém creio que Deus me mostrou a influência da idolatria em meu estado e cidade. Acompanhando os fiéis desde o início do ver-o-pêso, com suas ruas sujas com papelão molhado por água de vala ou chuva, onde milhares de pessoas lutando para prosseguir seu caminho numa luta quase além dos limites, desejando agradecer aos “milagres” efetuados ou pagar uma promessa feita, alguns segurando a corda com uma mão e com a outra portando uma latinha de cerveja, assim também como se não me engano, homessexuais se agrando em dar um sacrifício na corda.
Tive muito trabalho neste dia, carregando na maca diversos tipos de pessoas, desde simples casos de um desmaio momentâneo até um idoso com problemas de coluna. Porém um caso me marcou muito neste dia. Estávamos bastante distantes de um dos postos da Cruz vermelha, comum sol começando a esquentar ainda mais(cerca de 32º a 35º graus), quando ouvimos um grito: “EI, AJUNDEM-NA, ELA ESTÁ GRÁVIDA!!!!”, não sei o quanto andamos carregando, não uma,mas duas pessoas, passando pelos mais variados lugares e tipos de pessoas. um rapaz até disse algo que me chamou muita à atenção: “E aí??? Ela já morreu ou não?”.
Dali eu vi umacoisa importantissíma: a importância da evangelização. Não somente uma evangelização simplista, mas uma evangelização que conscientize os indivíduos que nenhuma bondade há no ser humano que possa o salvá-lo, mas que, pelo contrário, estão debaixo da ira de Deus. Muitas pessoas acham(assim como eu achava) que possuem uma certa bondade o suficiente para merecer o céu, e que ao fazer algum tipo de sacrfício
poderão pagar a sua dívida com Deus e serem aceitos no céu. assim também como recorrer a intermediários que façam um contato melhor com Cristo. è importante pregar o Evangelho com interpridez, sabendo que omesmo Deus que irou-se consco, nos amou a ponto de entregar o seu único filho, oremos para queo Espírto Santo possa iluminar as pessoas ainda não salvas e que possam reconhecer que :
“Em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devemos ser salvos” (At 4:12)
“Poque há um só Deus, e um só mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem. O qual se deu em preço de redenção por todos, para servir de testemunho a seu tempo”( Tm 2:5-6).
Não podemos nos esquecer das maravilhosas doutrinas da graça, da justificação pela fé, da suficiência de Cristo. Que Deus possa perdoar nossos pecados e nos usar para tal propósito, nesses dias onde a igreja evangélica cada vez mais retrocede.

Soli Deo Gloria

Artigo postado anteriormente no blog Geração que Lamba, em decorrência da festa do Círio, em outubro de 2007.

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Onde Estás, Ó Beréia?

 

Uma das doutrinas mais contundentes da reforma, depois dos Sola, sem dúvida alguma é a do sacerdócio de todos os crentes. A primeira vista essa doutrina parece simples e banal, principalmente nos dias de hoje. Mas foi revolucionária na história do protestantismo,e hoje mais do que nunca, essa doutrina precisa ser revivida na memória dos crentes.
A doutrina do sacerdócio de todos os crentes afirma que cada fiel é capaz de interpretar a Bíblia por si mesmo, com o auxilio(iluminação, direção, testemunho) do Espírito Santo, sem necessidade de mediadores. Na idade média quem detinha o conhecimento e interpretação era a instituição estabelecida, ou seja, a igreja católica-romana. O fiel necessitava da igreja para entender a Bíblia. Com o passar do tempo a igreja acabou sendo de certa forma uma mediadora entre Deus e os homens, substituindo o lugar da Bíblia e até mesmo do próprio Cristo.
Com o advento da reforma tudo mudou, e a partir de agora, o fiel teria a capacidade de aprender a palavra de Deus por si mesmo com o auxilio do Espírito Santo. Essa, certamente foi uma das doutrinas que mais abalou Roma, que possuía um controle fortíssimo sobre a consciência dos cristãos da época.
Todavia com essa doutrina, o tiro pode certamente sair pela culatra. Se todos podem interpretar a Bíblia, como saber se uma interpretação é correta ou não? Haja vista que há muitos casos de interpretação forçada ou errada da palavra, muitas vezes com consequências gravíssimas para a saúde espiritual dos crentes. Diante desse fato, o que fazer? É aí que entra o papel do pastor/líder na congregação.
Em nenhum momento a doutrina do sacerdócio de todos os crentes busca denegrir o papel do pastor na congregação. Pelo contrário, o papel dos pastores são fundamentais,pois são ministros de Deus treinados na Palavra com o intuito de edificar os crentes. A principal diferença nessa doutrina é que ao invés do crente ser meramente um ouvinte passivo e dependente do conhecimento do clero, ele é um investigador, que pensa por si mesmo, tendo a mente totalmente cativa por Deus e pela sua Palavra, orientado pelo Espírito Santo, ele é um exemplo de crente bereiano, que apear de respeitar o pregador, confere se suas palavras estão de acordo com a Palavra de Deus.
Diante desse fato, não custa nada perguntar: Ainda há o sacerdócio de todos os crentes? Muitos crentes estão cada vez mais deixando-se envolver por pastores e líderes heréticos, sem um mínimo de compromisso com Deus. Tais pessoas acabam defendendo e lutando por uma pessoas e não pela causa do evangelho, e certamente isto é por demais anti-bíblico. Líderes compromissados com a Palavra devem buscar dar alimento sólido pra o rebanho, produzindo um laicato fortalecido e vibrante pela causa do Senhor. Se os crentes não buscarem este auxilio juntamente com o Espírito Santo,e se não existirem líderes compromissados com a palavra para ensina-los, então a saudade e a pergunta sobre um lugar prevalecerão: Onde estás, ó Beréia?Soli Deo Gloria

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Polêmica, a prática da reforma ( que acabamos esquecendo)


O leitor que lê os escritos de Martinho Lutero certamente fica um tanto chocado com seu estilo de escrever. Em seus escritos há uma dureza, firmeza e até mesmo ofensas dadas nos adversários. À primeira vista, sem algum tipo de compaixão e piedade. Os escritos de Calvino e outros reformadores também esboçam um pouco disso. Não é duvidoso que muitos hoje, caso esses homens estivessem vivos, os taxassem de fanáticos ou extremamente radicais. Lutero tinha um temperamento um tanto explosivo, e às vezes isso refletia bastante em seus escritos ( o suficiente para que seus críticos o taxem como vilão), porém quem conhecia esses homens e outros de seus escritos também entenderia um pouco mais de seus motivos. Em um escrito no qual fala sobre Melancton Lutero afirma:” nasci para lutar contra os partidos e demônios. Eis a razão de meus escritos estarem cheios de guerra e tempestade. Tenho de desarraigar troncos, tirar espinhos e abrolhos, aterrar charcos e atoleiros. Sou o rude cantoneiro que prepara as estardas e aplaina os caminhos. Filipe[ referindo-se a Melancton], mestres em artes, adianta-se tranquila e brandamente e, com alegria, planta, semeia, cultiva e rega, segundo os dons que deus lhe concedeu com tanta liberdade”. È verdade que Lutero até mesmo reconheceu que tinha sido muito duro em seus escritos. Porém o que devemos notar é que a linguagem que Lutero utiliza é decorrência direta do método de “debate” , que é a polêmica. Em um sentido um tanto quanto cristão, polêmica é a refutação, à vezes agressiva ou firme, de proposições doutrinárias que vão muito além da ortodoxia do cristianismo. Difere-se do irenismo, prática que deriva-se do pai da igreja Irineu. Neste método, o debate é dentro do contexto de cristãos ortodoxos que discordam em algum ponto um tanto quanto controverso da Bíblia, mas sem ferir a ortodoxia. O debate é calmo e amigável, dentro do contexto do amor cristão. Hoje em dia, muitos cristãos detestam a polêmica e apegam-se muito mais ao irenismo, afirmando que é o “melhor caminho e demonstração de amor cristão”, já existe até dizeres onde afirma-se que quem inventou a polêmica fora Satanás. É verdade que muitas vezes no cristianismo onde deveria-se usar o irenismo usou-se de demasiada polêmica, o que de certa forma, traumatizou as mentes cristãs mais sensíveis, polêmica ás vezes, é demonstrada com zelo, mas sem conhecimento. Por outro lado, o irenismo extremado é por demais perigoso, ás vezes tendendo para o ecumenismo e o liberalismo. Um exemplo disso é o livro de Roger Olson, História das Controvérsias na Teologia Cristã, apesar de conter informações preciosas,o livro é por demais conciliador, ao ponto de Olson simpatizar até com a doutrina do purgatório, proposta por Tomás de Aquino.
Não é justo esquecermos que a polêmica foi muitas vezes utilizada pelo apóstolo Paulo em suas cartas, assim como outros autores, muitas vezes é necessário despertarmos uma geração com brado e exortação, todavia, às veze até mesmo cristãos, que ainda se encontram no limite da ortodoxia, precisam ser alertados por doutrinas que certamente o levarão para um conceito beirando a heresia, se é que isso esse conceito já não os alcançou. É verdade que muitas vezes podemos ser taxados de frios e sem amor, mas muitas vezes os polêmicos são bastante dóceis, e não significam que não tenham compaixão. Certa vez em um dos primeiros artigos do blog, fiz uma crítica as revistas de EBD da CPAD utilizando uma linguagem bastante polêmica, caso alguém ligado às revistas leia, como o pastor Esdras, peço que me perdoe sinceramente, até porque errei em alguns pontos de minha análise e colocações, e, como Lutero, talvez tenha sido duro demais,em nenhum momento espero estragar minha admiração pelo pastor Esdras e pela revista, que me acompanha desde que eu conheci a escola dominical.
Todavia, a despeito de alguns erros, a polêmica é uma “arte” necessária nesses tempos controversos de hoje, e de forma alguma deve ser menosprezada no mundo cristão, incluindo os pentecostais, que por muito tempo utilizaram a linguagem polêmica. Obviamente que essa polêmica também seja temperada com sabedoria, conhecimento e amor cristão.
Soli Deo Gloria

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