Victor Leonardo

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Porque não elas? Uma abordagem bíblica sobre o ministério feminino.

Quando era um pouco mais novo, constantemente ia a CPAD para verificar os lançamentos ou algum livro interessante
para ler. Certa vez me deparei com um livro de Loren Cunninghan, fundador do ministério Jovens Com Uma Missão(JOCUM), no qual defendia a prática do ministério feminino.

Decidi usar oi mesmo título do livro de Loren para o presente artigo. Todavia, cabe ressaltar que este artigo não é o original que escrevi para abordar este assunto, que possuía cerca de seis páginas, dissecando as opiniões do que defendem a plena inclusão de mulheres no ministério feminino e os rebatendo. Infelizmente como o original foi perdido, resolvi reescrever, porém com um texto mais enxuto.

Sobre a questão da inclusão ou não das mulheres no ministério eclesiástico, há duas posições: Os Igualitaristas e os Diferencialistas. Porém antes de debatermos sobre as posições de cada um deve ter em mente as seguintes observações:

– Ambos os Grupos Defendem a Participação da Mulher no Contexto Eclesiástico.

Em nenhum momento ambos os grupos proíbem a mulher de participar das atividades da igreja, a única diferença entre eles é COMO as mulheres devem participar, ou até que ponto elas devem participar.

– Ambos os Grupos Defendem a Igualdade Entre Homem e Mulher Perante Deus.

Ambos os grupos crêem que Deus fez homens e mulheres essencialmente iguais(Gn 1:27). Onde nenhum sexo possui superioridade sobre o outro, quer seja na inteligência, raciocínio, sabedoria ou coisa semelhante.

As diferenças básicas do grupos se dá no seguinte ponto: Igualitaristas defendem a plena inclusão de mulheres no ministério, onde ocupariam tanto cargo de pastoras, “presbíteras” e diaconisas. Enquanto que os Diferencialistas afirmam que apesar da mulher ter seu papel a desempenhar na obra do Senhor, tal papel é limitado pela função que Deus estabeleceu, não cabendo portanto, a inclusão de mulheres no pastorado e diaconato, assim também como no presbitério.

Muitos podem questionar tal afirmação diferencialista, como fazem os igualitaristas, com as seguintes colocações:

a)- Em Romanos 16, vemos Paulo exaltando as mulheres no ofício eclesiástico, onde destacam-se Febe e Júnias, sendo que esta última era “Notável entre os apóstolos”. Não seria portanto o ministério feminino algo viável e abençoado? Não seriam os diferencialistas nada mais do que chauvinistas modernos?

b)- Vemos que em Gálatas 3:28, que em Cristo, as barreiras foram quebradas entre homens e mulheres, e que todos são iguais em Cristo Jesus, não havendo mais Livre ou escravo, macho nem fêmea,pois todos são iguais em Cristo Jesus. logo, a prática de restringir as mulheres no ministério feminino é absurda, uma vez que as diferenças foram quebradas.

c)- A subordinação feminina foi algo decretado por Deus devido a queda do homem(Gn 3:16), sendo que esta foi removida por Cristo no Calvário, não havendo mais a necessidade de tal submissão perniciosa.

d)- Paulo parece ser contra o ministério feminino,mas isso se deu por causa do contexto cultural da época,onde os homens eram por demais machistas. Paulo, até mesmo tendo dificuldades com o assunto, devido a sua origem farisaica, decidiu não desagradar a ala masculina da igreja, afirmando discretamente tal ensino revolucionário.

e)- Mesmo que o diferencialista esteja certo, dificilmente poderá mudar o quadro que está se estabelecendo, o ministério feminino é uma tendência atual que mostra que os tempos mudaram, por isso ele veio para ficar, e é tolice tentar mudar tal quadro.

Tais argumentos soam muito convincentes no início, porém será mesmo que tais colocações estão de acordo com a palavra de Deus? veremos.

É extremamente controverso e inviável utilizar Romanos 16 para defender o ministério feminino, uma vez que não há detalhes explícitos do tipo de ministério que as mulheres exerciam na igreja, pelo contrário, o contexto imediato mostra claramente que não era o pastorado ou diaconato. No caso de Febe, vejamos o que Romanos 16:1 diz:”Recomendo-vos, pois, Febe, nossa irmã, a qual serve na igreja que está em Cencréia, para que a recebais no senhor, como convém aos santos, e a ajudeis em qualquer coisa que de vós necessitar; porque tem hospedado a muitos, como também a mim mesmo.”

Note que Paulo não elogia Febe por ela ser “Poderosa nas Escrituras” ou ser uma professora excelente, pelo contrário, ele a louva pelo simples, porém importante fato, de Febe ter sido uma auxiliadora exemplar, que hospedou muitos cristãos em sua casa. Além do que Paulo não explica que tipo de serviço Febe fazia na igreja.

A situação se complica ainda mais quando os igualitaristas se referem a Júnias, uma vez que o nome “Júnias” pode ser tanto masculino e feminino, e sendo que grande parte dos pais da igreja, incluindo Orígenes,afirmavam que Júnias se tratava de um homem. Seja como for, também não é claro que tipo de ministério Júnias exercia na igreja, mesmo que fosse apóstolo(a), havia várias classes de apóstolos, sendo que Júnias parece ter sido apenas uma cooperador(a) de Paulo.

A argumentação dos igualitaristas para Gálatas 3:28 é absurda,o contexto mostra que o que Paulo está afirmando a igualdade de pessoas perante Deus no contexto da salvação, espiritualmente não há diferença nenhuma entre homem em mulher, mas de forma alguma Homem deixa de ser homem e mulher deixa de ser mulher. Tal argumento pode até ser defendido por aqueles que defendem o chamado “homossexualismo cristão”.

Não procede o argumento de que a subordinação feminina foi fruto da queda. pode ter havido, por causa do pecado, um aumento maior na prática da submissão, mas não convém dizer, como veremos a seguir, que a submissão foi estabelecida depois da queda e não antes.

É uma injúria contra o apóstolo Paulo afirmar que o tal usou de “politicagem” para não desagradar seus conterrâneos Judeus. Paulo não temia as afronta dos homens. É só atentar para a epístola ao Galátas para comprovar tal fato. Seu compromisso era com Deus, e não com os homens. É bíblico o motivo que Paulo restringiu o exercício da mulher para o ofício eclesiástico. Vejamos 1 Timóteo 2:12-14: “Não Permito, porém, que a mulher ensine, nem que use de autoridade sobre o marido, mas que esteja em silêncio. Porque primeiro foi formado Adão, depois Eva. E Adão não foi enganado, mas a mulher, sendo enganada, caiu em transgressão.”

É óbvio que Paulo não está restringindo a mulher de ensinar num sentido geral, uma vez que ele ordena que as mulheres mais velhas ensinem as mais novas(Tt 2:3-4), Timóteo observou o testemunho de Fé de sua avó Lóide e sua mãe Eunice( 1 Tm 1:5). Todos os cristãos são chamados, sem distinções, para evangelizar e fazer discípulos para Cristo, ensinando-os(Mt 18:19-20). Mas então, que tipo de ensino Paulo se refere? Veja que Paulo relaciona a Palavra “ensinar” com o exercer autoridade com relações aos homens. Alguns podem contra argumentar que Paulo utiliza a palavra Maridos e não homens, todavia, apesar da excelente tradução das Almeida Revista e Corrigida e Almeida Corrigida Fiel, a palavra aqui é melhor traduzida por “homens”. A King James Version, baseada no mesmo texto grego da tradução de Almeida (Textus Receptus), traduz a palavra por homens. sendo que o próprio contexto mostra como homens e mulheres devem se portar na assembléia cultual, uma vez que Paulo está instruindo a Timóteo: “Mas se tardar, saibas como convém andar na casa de Deus, que é a igreja do Deus vivo, a coluna e firmeza da verdade”(Tm3:15).

Note também que a base da proibição de Paulo não está nas questões culturais de sua época, mas por causa da criação pré-queda, onde Deus estabeleceu os papéis fundamentais das relações entre homens e mulheres. A um forte eco com a explicação de nosso Senhor Jesus quando explica a base do casamento monogâmico, onde também utiliza como base a criação. Aí vemos a importância da doutrina da criação. Adão era o cabeça tanto da mulher quanto da humanidade. Isso revela uma situação tanto familiar quanto teológica. Adão era o cabeça da mulher(familiar) e também da humanidade(teológica). Há uma profunda relação entre família e igreja, sendo que esta última iniciou-se no seio da primeira.

Ora, se tenho como mentor espiritual uma mulher, o que me impede de dar a minha esposa a liderança espiritual de minha casa? O que me impede de colocá-la como minha líder? Praticamente nada. Paulo, no capítulo 3 de 1 Timóteo, não faz referência alguma a mulheres para a seleção de presbítero,poderia ter feito, mas não o fez, pelo contrário, ao bispado convinha que fosse casado e governasse bem a sua casa!!!

O grande problema existente hoje se dá pela falta de homens fortes e compromissados com Deus dentro do contexto eclesiástico,possibilitando a mulher tomar as rédeas que pertencem a eles, não por serem superiores, mas porque tal função foi dada por Deus exclusivamente para eles, sendo que as mulheres tanto na família quanto na igreja tem a função de auxiliar os homens. Não procede o argumento de que isso é uma tendência atual, se for por isso, todos nascemos com uma tendência ao inferno.

Caso a Assembléia de Deus aceite o pastorado(ou o diaconato) feminino, de forma alguma considerarei mulheres minhas mentoras e líderes, nem me submeterei a sua liderança, nem as considerarei como tais. Não por preconceito. Simplesmente por questão de função.

                                                                                                                                                                                                                         Soli Deo Gloria

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Finney: Vilão ou Herói?

Talvez nenhuma figura teológica cause mais polêmica do que Charles Finney, que na verdade, representa inclusive um vislumbre da batalha calvinista-arminiana, que é um dos debates históricos mais antigos da teologia.
De um lado temos numerosos calvinistas, onde para eles, Finney era um lobo em pele de ovelha,
alguém que chamam avivalista, mas que contribuiu extremamente para uma filosofia e teologia humanística e antibíblica, sendo que ele mesmo era um herege pelagiano. No outro lado, arminiano, Finney é o herói do segundo grande despertamento que existiu nos Estados Unidos, digno de toda a aceitação, respeito e consideração, para o lado pentecostal principalmente, Finney é um guerreiro, um Immanuel Kant (como foi dito na introdução de sua teologia sistemática editada pela CPAD) evangélico que derruba qualquer gigante.
Dentro deste contexto, procurarei dar meu parecer, à luz da Palavra de Deus e dos fatos, sobre essa curiosa figura chamada Charles Finney.
ARGUMENTOS CONTRAS:
Finney é extremamente criticado pela ala reformada do protestantismo, sendo alvo constante de figuras famosas como Augustus Nicodemus Lopes, John Macarthur Jr, Michael Horton, entre outros. As acusações mais graves contra Finney são:
a)- Dar suporte as teorias de avivamento contemporâneo e da metodologia do Movimento de Crescimento de igrejas, através da prática das campanhas.
b)- Ser pelagiano em sua teologia, ou seja, Finney nega que o ser humano, ao nascer, possua o pecado original.
c)- Negar a doutrina da Justificação pela Fé, crendo que o ser humano possui totalmente capacidade de obedecer a cristo.
d)- Crer que Cristo morreu para dar um exemplo, mas não para nos redimir ( negação da expiação vicária).
São extremamente graves as acusações feitas contra Finney, e muito bem expressas no blog Deus Pro Nobis, de origem totalmente calvinista. Eis alguns trechos do artigo intitulado A Estranha Teologia de Charles Finney:
Finney tem sido conhecido como um grande avivalista do século retrasado e que trouxe uma grande contribuição no segundo grande avivamento americano que foi, em grande parte, influenciado pela teologia arminiana. No site da Casa Publicadora das Assembléias de Deus se lê a seguinte descrição deste pregador: Charles Finney foi o maior evangelista desde os tempos apostólicos. Suas convicções teológicas nasceram no fogo do avivamento e foram formadas por uma consciência moldada pelo estudo do Direito e comprometida com a plena autoridade da Bíblia. Por tudo isso, a Igreja de hoje deve estudar suas posições sobre o governo moral de Deus, a natureza do homem, arrependimento, soberania, atributos do amor, entre outros.
Da mesma forma, no site da Editora Vida, há uma apresentação nos mesmos moldes:
Charles Grandison Finney (1792-1875) foi um dos maiores evangelistas da América do Norte. Até hoje o testemunho de sua vida, pensamentos, lutas, realizações, amor incondicional a Deus e compromisso permanente com o Evangelho de Cristo é fonte poderosa de inspiração e exemplo para os cristãos…
Custa-me crer que os Assembleianos e os editores da Editora Vida recomendariam esta leitura após um aprofundamento na teologia deste avivalista. Prefiro atribuir a publicação destas obras de Finney à ignorância aos postulados teológicos deste pregador. Parece-me que à medida que a teologia reformada vem retomando o seu lugar no Brasil, há uma propagação de um falso ensino do evangelho igualmente.

Creio que tal posição mostra um pouco da visão reformada acerca de nossa compreensão de Finney, independente de estarem certos ou não, verdadeiramente a CPAD credita muito valor a ele, isso é um fato.
O autor do blog baseia-se muito em um artigo de Michael Horton, publicado pela Editora Fiel na revista evangélica Fé Para Hoje. O artigo de Horton é intitulado: O Legado de Charles Finney, tendo sido publicado no ano de 2000.
Eis alguns trechos deste artigo:
Ele[ Finney] é tão popular. Ele foi grandemente responsável pela mudança da ortodoxia reformada, evidente no Grande Avivamento(nos ministérios de Edwards e Whitefield), para o avivalismo arminiano (na realidade, também pelagiano), evidente desde o Segundo Grande Avivamento até ao presente. Para demonstrar a dívida do evangelicalismo moderno para com Finney, temos de inicialmente observar seus desvios teológicos. Com base nestes desvios, ele tornou-se pai de alguns dos grandes desafios contemporâneos dentro das próprias igrejas evangélicas, ou seja, o Movimento Crescente de Igrejas, o Pentecostalismo[nem a gente escapou] e o Avivamento politico”
Todavia, a crítica a Finney não para por aí. Segundo Horton( de forma bastante tendenciosa): “Reagindo contra o calvinismo do Grande Avivamento, os sucessores daquele grande movimento do Espírito afastaram-se do caminho so Senhor e seguiram o dos homens, apartaram-se da pregação de conteúdo objetivo(ou seja, Cristo crucificado) para…levar as pessoas a ‘fazerem uma decisão’.
Charles Finney…ministrou nos rastros do segundo avivamento…ao considerar qualquer assunto a ser ensinado, esta era a pergunta fundamental de Finney:’Isto é bom para converter os pecadores?’
“.

É óbvio que Horton acaba colocando Finney como o pai do pragmatismo evangélico. Horton prossegue mostrando “o que estava errado na teologia de Finney?”, então faz afirmações e busca comprová-las com base na própria teologia sistemática de Finney, que para ele, na verdade não passam de “ensaios a respeito da moralidade”, todavia Horton afirma que “não estamos afirmando que a obra de Finney não possui algumas declarações teológicas significativas.
Respondendo à pergunta: ” O crente que deixa de ser crente sempre comete um pecado?“, Finney disse: ‘Sempre que comente um pecado, o crente deixa de ser santo. Isto é evidente. Sempre que peca, ele precisa ser condenado; tem de incorrer na penalidade da lei de Deus,Se alguém disser que que o preceito da lei ainda vigora, mas que, no caso de crente, a penalidade foi anulada para sempre, eu respondo afirmando que anular a penalidade da lei é cancelar seu preceito, pois, se o preceito não demanda punição, não existe lei e sim apenas uma advertência ou conselho. Por conseguinte, o crente é justificado em proporção à sua obediência...'” depois Horton prossegue dizendo que “Finney acreditava que Deus exige perfeição absoluta, mas, ao invés de levar as pessoas para buscarem perfeita justiça em Cristo, ele conclui que: ‘… a plena obediência no presente é a condição para a justificação. porém, quanto à pergunta: o homem pode ser justificado enquanto o pecado permanece nele?, respondemos: é certo que não, quer seja com base em princípios da lei ou do evangelho, a menos que a lei seja anulada. Ele pode ser perdoado, aceito e justificado, no sentido evangélico, enquanto o pecado, em qualquer grau, permanecer nele? Absolutamente não.’ …agora já podemos ressaltar que ela[ a doutrina da justificação de Finney] está fundamentada sobre a negação do pecado original. Afirmado tanto por católicos quanto evangélicos…ao contrário da doutrina do pecado original, Finney acreditava que os seres humanos são capazes de escolher se desejam ser corruptos por natureza ou redimidos, referindo-se à doutrina do pecado original como um ‘dogma sem lógica e fundamento bíblico'” Horton acusa Finney de ter afirmado que não nascemos com a natureza pecaminosa de Adão, mas simplesmente seguimos seu exemplo, outra acusação grave feita contra Finney é quando se afirma que ele negava a expiação vicária, segundo Horton “Finney acreditava que Cristo morreu por um objetivo e não por um povo”, então busca confirmar sua afirmação baseando-se na Sistematic Teology de Finney: “a Expiação ofereceria às criaturas os mais elevados motivos a serem imitados. O exemplo é a mais poderosa influência moral que pode ser praticada. Se a benevolência manifestada na expiação não subjuga o egoísmo dos pecadores, a situação destes é desesperadora (p. 129)” Caso Horton esteja certo então significa que Finney acreditava na doutrina da expiação como “Influência Moral” proposta por Pedro Abelardo, monge e teólogo da Idade Média( na verdade, ele acabaria indo muito além dela, chegando bem perto da doutrina da expiação proposta por teólogos liberais). Outra acusação gravíssima é quando Horton cita um trecho da teologia sistemática de Finney: ” a regeneração consiste na atitude do próprio pecador mudar a sua intenção, sua preferência e sua escolha definitiva; ou mudar do egoísmo para o amor e a benevolência( p. 224)” e Finney também afirmou: ” A pecaminosidade original, a regeneração física e todos os dogmas resultantes e similares a estes opõe-se ao evangelho e são repulsivos à inteligência humana (p. 236)”.
O caso complica-se muito para Charles Finney, caso essas afirmações serem certas. Outro crítico de Finney é John Macarthur Junior, que em sua obra “Com Vergonha do Evangelho”,publicado pela editora Fiel, traz um apêndice que aborda Finney por uma perspectiva mais histórica, no qual Macarthur faz objeções a conversão de Finney, assim também como o calvinismo da época e afirma que na maior parte dos avivamentos de Finney, muitos esfriaravam novamente, sendo como carvões que, queimados, já não conseguiam mais queimar.
DEFENSORES:
Finney possui, muitos defensores,principalmente do lado Assembleiano, uma prova disso é a publicação de sua teologia sistemática por parte da CPAD. Um grande admirador de Finney era o célebre Orlando Boyer, que chegou a colocá-lo no hall de heróis cristãos no clássico pentecostal Heróis da Fé.
Ao contrário de Macarthur e outros proponentes calvinistas, os pentecostais( e muitos outros arminianos) afirmam que as pregações de Finney foram uma grande benção, sendo que a maioria das pessoas convertidas por seu intermédio continuaram vivas e atuantes na igreja. O que devemos fazer para solucionar este mistério é buscar respostas no próprio Finney, e é claro, o respaldo supremo das Sagradas Escrituras. Como Já falei, procurarei ser o mais bíblico e honesto possível, tentando não tomar partido de ninguém.
ACUSADO E ACUSADORES: OS ARGUMENTOS.
Horton afirma que Finney era um pelagiano na doutrina, juntamente com ele seguem-se grandes homens como o célebre e piedoso Martin Lloyd-Jones. Todavia, não é isso que Finney argumenta em sua teologia sistemática, pelo contrário, ele a refuta: ” Admito e sustento que a regeneração é sempre induzida e efetuada pela agência pessoal do Espírito Santo. A questão colocada diante de nós se relaciona inteiramente ao modo, e não ao fato, da agência divina na regeneração. Que isto fique bem claro,pois tem sido comum aos teólogos da velha escola[ referindo-se, certamente aos calvinistas],logo que se questiona o dogma de uma regeneração física e de uma influência física na regeneração, brandirem e insistirem que se trata de pelagianismo, que é uma negação completa da influência divina e que tal questionamento propõe uma auto-regeneração, independente da influência divina. Sinto vergonha de tais afirmações desses teólogos cristãos e fico aflito por sua falta de imparcialidade. é preciso, porém, declarar, que, de forma distinta, até onde sei, os defensores da teoria agora sob consideração nunca manifestara essa falta de imparcialidade para com os que puseram em questões esta parte de sua teoria relacionada a influência física”(p.368, conforme a obra editada pela CPAD).
Ao ver essa firmação de Finney, fica óbvio que esses acusadores estão errados. Então neste caso, Finney é declarado inocente. Ou será que não? Mais adiante, no capítulo intitulado Capacidade da Graça Finney faz essa surpreendente declaração: ” Que não seja firmado então, que negamos a graça do Evangelho glorioso do Deus bendito e que negamos a realidade e necessidade das influências do Espírito Santo para converter e santificar a alma, e que esta influência é a da graça, pois tudo isto defendemos com muito vigor. Mas sustento-o com base em que os homens são capazes de fazer o seu dever e que a dificuldade não se encontra em uma capacidade própria, mas num egoísmo voluntário, numa má vontade de obedecer o Evangelho bendito”, Custa-me a crer nas palavras de Finney. Se reparamos bem, vemos que Finney não negava a influência da graça no pecador tanto na conversão quanto na santificação, porém cria que “os homens são capazes de fazer o seu dever”, ou seja, Finney acaba caindo no ditado popular ” Deus ajuda aqueles que se ajudam”, em outras palavras, a graça de Deus influência, mas o homem é que deve dar o primeiro passo. Isso nada mais é do que semi-pelagianismo, ou seja, o homem tem a capacidade de desejar a salvação antes do toque da graça. Como pode Finney ter afirmado isso? É simples, Horton está correto ao afirmar que Finney negava a depravação e o pecado original. Para ele, o ser humano se encontra em pecado e necessita do auxilio da graça não por causa de sua natureza pecaminosa, mas sim por que ele voluntariamente se entrega ao pecado. Finney dedica um capítulo inteiro sobre isso em sua teologia. Inclusive dá uma outra interpretação de conhecidos textos bíblicos que afirmam a doutrina do pecado original e da concupiscência do homem. Veja o que ele afirma: ” De novo: ‘ Que é o homem, para que seja puro? e que nasce de mulher, para que fique justo?’ ( Jó 15.14). Essas são as palavras de Elifaz, sendo impróprio citá-las como verdade inspirada”, todavia Finney erra em sua conclusão. Muito daquilo que os três amigos de Jó afirmavam tinha verdade(eles erraram em alguns aspectos importantes, mas uma coisa não exclui a outra), o maior pecado dos amigos de Jó foi afirmarem que ele estava assim por causa de um pecado, e não por terrem feito essas afirmações, mas claro que Deus também os culpou disso(Jó 42.7). Outra afirmação bombástica de Finney: ” De novo: ‘ Éramos por natureza filhos da ira, como os outros também’ (Ef 2.3). Sobre esse texto observo que não pode, sendo coerente com a justiça natural, ser compreendido como afirmação de que somos expostos a ira de Deus por causa de nossa natureza. É um dogma monstruoso e blasfemo afirmar que um Deus Santo está irado com alguma criatura por esta possuir uma natureza que ganhou existência sem seu conhecimento ou anuência. A Bíblia apresenta Deus irado com os homens por seus atos perversos, não pela natureza deles”.
É claro o exercício de eisegese de Finney. Veja que ele não tenta explicar o texto bíblico, e sim afirmar termos como “justiça natural”, “dogma monstruoso e blasfemo” ,etc. Finney não apresenta nenhuma outra explicação sobre este texto,pelo contrário, impõe sua idéia sobre ele. Mais adiante, Finney continua irado com tal doutrina, afirmando que ela ” é uma pedra de tropeço tanto para a igreja como para o mundo, infinitamente desonroso para Deus e igual abominação para o intelecto de Deus e do homem, devendo ser banida de todo o púlpito e de toda a fórmula de doutrina e do mundo”, note que Finney tinha um repúdio por uma doutrina genuinamente bíblica e parece não entender o conceito bíblico sobre a “carne”. Nascemos pecadores, temos uma tendência ao pecado, todavia, essa natureza não se resume só nisso. Deus se ira conosco por termos herdado o pecado original de Adão, a sua desobediência, em outras palavras, nascemos rebeldes, só agimos mal por que essa é a nossa natureza que despreza o testemunho gracioso e a própria Lei da consciência em favor de nossas inclinações naturais. Não se pode culpar a Deus por Ele estar irado conosco,pelo contrário, Ele sempre manifestou seu conhecimento e misericórdia, mas como nascemos sob o pecado de Adão, sempre o rejeitamos. Era necessário o sacrifício de Cristo para nos salvar. As evidências demonstram realmente que Finney negava a expiação vicária, afirmando que se cristo morreu pelos nossos pecados, não morreu por nossos sofrimentos. Ou seja, Cristo deu apenas um exemplo, pois segundo Finney: ” Ele não podia, nem como Deus nem como homem, fazer algo mais do que cumprir suas próprias obrigações[no caso, obediência a lei moral]”. Quanto a doutrina da santificação plena, não é necessário falar muita coisa, apenas ler um de seus capítulos: ” Paulo Plenamente Santificado”, negando assim, textos claros como os de 1 João, que diz: ” Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça. se dissermos que não pecamos, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós” ( 1 Jo 1: 8-10)
CONCLUSÃO:
Concordo com a opinião do teólogo arminiano Roger Olson. Para ele, Finney realmente se enquadra nos moldes semipelagianos, e, como Olson afirma: ” seus motivos eram puros, mas sua teologia perniciosa”. Não procede a acusação calvinista de que o primeiro grande avivamento era somente calvinista (algo que está “implícito” nos comentários tecidos por eles) pois um dos maiores avivalistas daquele período era arminiano, no caso em questão, John Wesley. Em nenhum momento semi-pelagianismo e arminianismo são iguais. O arminianismo crê que Deus é que incia a salvação, sendo que o homem é depravado e está em revolta contra Deus, porém, quando Deus chama o homem, também o capacita e o fortalece para que ele receba a graça por meio da Fé, todavia, deve o homem estender a mão (capacitado por Deus) para aceitar o presente. A santificação plena vai muito além de Wesley. A doutrina de Wesley não era bem definida e até hoje gera controvérsias, enquanto que Finney a sistematizou de tal forma que ficou impossível de não entendê-la.
Finney aderiu a prática de campanhas de forma peculiar e influenciou muito o tipo de campanha evangelística que vemos hoje, onde o imediatismo está fortemente presente.
A meu ver, não é boa a atitude da CPAD de continuar vendendo a teologia de Finney, por conter muitos erros teológicos, também não concordo com a exaltação dada para ele por nossa editora confessional, apesar de tê-la no mais alto respeito, admiração e carinho. Creio que o que se deve fazer é incentivar mais teólogos pentecostais clássicos para produzirem uma boa obra teológica. esse é meu parecer no assunto.
Soli Deo Gloria.
Nota: esse artigo se desenvolveu na medida que eu descobria as coisas investigado nos escritos de Finney e seus opositores, sendo que cheguei a essa conclusão após analisar a própria teologia sistemática de Finney, emprestada a mim por um amigo e irmão em Cristo
Referência bibliográficas:
FINNEY, Charles. Teologia Sitemática.2º ed.Rio de Janeiro: CPAD,2001.
MACARTHUR, John. Com Vergonha do Evangelho: quando a igreja se torna como o mundo.2º ed. São Paulo, Fiel, 2004
Olson, Roger. História das Controvérsias na Teologia Cristã. Rio de Janeiro: Vida, 2004.
Revista Fé Para Hoje. São Paulo: Fiel. 2001
Artigo escrito originalmente para o blog geração que Lamba, onde busquei relatar com a maior precisão possível o debate sobre a polêmica figura de Finney no meio evangélico.

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O vinho é pecaminoso?

Uma questão até hoje polêmica na igreja é sobre a ingestão de bebidas alcoólicas pelo crente. Seria pecado? Ou uma simples questão de consciência onde o cristão “forte” pode livremente desgustar prazerosamente? Todas essas questões até hoje causam tumultos. No âmbito Batista Fundamentalista e Pentecostal, o cristão é proibido de ingerir bebidas alcoólicas, pois ela o prejudica perante o mundo e pode levar ao pecado explicíto da bebedeira. Por outro lado existe o ramo das igrejas históricas -presbiterianos, batistas tradicionais, anglicanos ,Luteranos, entre outros – é permitido que o crente beba bebidas alcoólicas, porém com moderação e bom senso. A Biblia tem a resposta para essa questão.

A bebida em si não é pecado, tem valor medicinal( 1Tm 5:23) alegra o coração do homem(Sl 104:15), entre outras coisas. Entretanto o excesso pode levar a perda da sobriedade, por isso a Escritura explicitamente diz para não nos embriagarmos(Pv 20:1), e também diz que o não podemos dar escândalo aos irmãos mais fracos na fé(Rm 14:21), por isso, devemos analisar a seguinte questão: onde bebemos, com quem bebemos e como bebemos. Ainda que bebamos sabiamente, não convém estarmos sentados em uma mesa de bar, onde há pecado e incredulidade, além de correr o risco de ser visto por um irmão fraco na fé e levá-lo a tropeçar.

Outro fator importante é com quem bebemos. O mundo previsa ver que somos luz do mundo, por isso creio que não ajudará muito sentar junto com um incrédulo para beber qualquer tipo de bebida, além de corrermos um risco desnecessário de nos desviarmos do caminho do Senhor sendo levados para uma possível bebedeira. Já debati com muitos jovens de uma determinada igreja confessional sobre isso, e infelizmente notei certa repulsa por parte deles com relação a advertências de coisas que não convém, infelizmente estamos numa época de oito ou oitenta. Que Deus possa nos dar a benção de sermos moderados como a sua Palavra!

Soli Deo Gloria

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Sobre o Natal –

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por Nilton Rodolfo

“Porque um menino nos nasceu,um filho se nos deu;e o principado está sobre os seus ombros;e o seu nome será Maravilhoso,Conselheiro,Deus forte,Pai da eternidade,Príncipe da paz.”(Isaías 9.6)

O Natal se aproxima. As pessoas estão comemorando o nascimento de Jesus! Ou pelo menos deveriam estar…

É engraçado como são diversas as formas de se comemorar o natal. Alguns cultuam a um Jesus bebê que está numa manjedoura; outros adoram a um Jesus que está preso na cruz do calvário e outros só querem saber de curtir este período de festas com seus amigos e familiares.

O interessante é que cada tipo de pessoa acima citado tem uma característica importante. Vejamos:

– Jesus nasceu numa estalagem,foi envolvido em panos e posto numa manjedoura(Lucas 2.7). Ele(Jesus) foi um bebê sim,foi uma criança que revelou o grande amor de Deus por nós. Mas Ele cresceu e deixou de ser um bebê.

– Jesus morreu na cruz do calvário para nos salvar (Colossenses 2.13-15). Mas Ele não está mais na cruz, Ele ressuscitou!

-“Mas,se andarmos na luz,como ele na luz está,temos comunhão uns com os outros,e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho,nos purifica de todo pecado.” (1 João 1.7). É interessante como o amor de Deus gera comunhão entre as pessoas. Mas infelizmente, alguns fingem ter essa “comunhão” na época do Natal,e isso acaba se tornando hipocrisia.

Bem, eu quero te estimular a celebrar o nascimento(Isaías 9.6/João 3.16-18), a morte(Isaías 53.4-12), a ressurreição(Mateus 28.2-6) e o amor de Jesus não só na época do Natal, mas a cada dia de sua vida. Sei que às vezes vem o desânimo, as tribulações e outras coisas para nos fazer desistir da carreira que nos está proposta, mas aprenda a correr essa carreira rumo ao céu “olhando para Jesus,autor e consumador da fé” (Hebreus 12.1-14). Nunca se esqueça de que Jesus é autor e consumador da fé, ou seja, você só vai permanecer na corrida se começá-la e terminá-la com Jesus. Porque há muitas pessoas que começam com Jesus, mas que depois de certo tempo, pensam que são “super-crentes” e começam a trilhar sozinhos…Jamais faça isso! Sempre dependa de Deus!

Esse é o meu recado para você e também para mim. Que Deus nos abençoe!

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Natal: Pagão ou Cristão?

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Não há dúvidas do impacto do natal na sociedade, sempre quando chega o final do ano( e conseqüentemente o natal também), vemos milhares de luzes acesas, juntamente com muitas lojas cantando um Jingle Bell. Todavia, o natal sem sombra de dúvida ainda é motivo de controvérsia. Tanto teológica quanto socialmente. Na parte “social” o que muitas pessoas reduziram esta festa a apenas um gasto de dinheiro.

Porém dentro de um contexto mais cristão, certamente existem implicações teológicas consideráveis a respeito do natal. Será ele uma ordenança bíblica? Ou simplesmente uma festa pagã? É necessário comemorar o natal, ou simplesmente devemos fazer uma festa social em nossa casa? Mas então e a celebração religiosa? Todas essas dúvidas e opiniões divergentes ainda existem hoje.
De um lado há pessoas que classificam o natal como elementos do paganismo da Idade Média, assim também como da tradição Nórdica. Não é necessário o crente celebrar o natal, uma vez que não há ordenança bíblica para isso, sempre vemos a igreja cultuando a Deus no domingo, e não simplesmente em outro dia. Por falar em dia, o dia em que celebramos essa festa nada mais é do que um dia estabelecido baseado no dia de um deus pagão romano. Ainda existe a polêmica sobre a árvore de natal, seria ela um simples emblema pagão e que visava a idolatria? E que dizer do “bom velhinho”? Seria ele o que afirma meu amigo de caminhada Carlos Eduardo, o “satãnoel”? Todas essa afirmações e dúvidas devem ser ponderadas pela sabedoria bíblica, por isso, certas observações devem ser feitas aqui.
1º NÃO DEVEMOS CONSIDERAR O DIA DE NATAL COMO DIA SANTO.
Muitos crentes que há muito estão afastados da casa do Senhor, na maioria das vezes, comparecem a celebrações de natal em nossas igrejas, no geral apenas para ver um parente se apresentar em uma “comédia” ou cantata de natal, porém alguns vão simplesmente porque questão de tradição, por achar bonito, ou pior, por considerá-lo um dia santo. Não existe, além do domingo, um dia santo especificado na igreja. É óbvio que devemos santificar o dia em adoração a Deus, e em certo sentido todo o dia é dia do Senhor, todavia, em nenhum momento me sinto obrigado a ter que celebrar o dia de natal, podendo inclusive celebrar, se eu quisesse, em outra data do que 25 de dezembro.
2º O CRISTÃO NÃO É OBRIGADO A IR PARA A IGREJA NO DIA DE NATAL.Essa segunda consideração está ligada com a primeira, como um natal não é um dia santo, não há necessidade do crente ter a obrigação de ir para a igreja no dia de natal.3º DEVE HAVER LIBERDADE DE CONSCIÊNCIA NESTA QUESTÃO.Muitos crentes que são a favor da celebração do natal condenam outros que preferem não celebrá-lo por questões teológicas. Deve haver respeito de ambos os lados, e nenhuma consciência deve ser forçada a aceitar alguma imposição, se quiser comemorar o natal, comemore, se não quiser, não comemore.Mesmo depois de todas essas precauções ainda existem certas restrições ao natal, será que ainda devemos comemorá-lo?Devemos ter em mente o princípio que esse debate gira em torno da questão da adoração. È comum vermos nas igrejas livres(metodistas, batistas, pentecostais) a visão da adoração como gratidão, e não como obediência(não que a obediência não esteja incluída, o que me refiro é a questão da ênfase, claro que isso está invertido em alguns lugares). Enquanto que nas igrejas de tradição reformada(principalmente calvinistas como presbiterianos e anglicanos da ala baixa), a ênfase está na obediência, e não se deve acrescentar nada que não esteja prescrito nas Escrituras no culto à Deus.
Essas visões vem desde Lutero a Calvino. Lutero cria que nada que estivesse contra as Escrituras poderia ser utilizada no culto a Deus(obviamente com certas restrições), enquanto que Calvino cria que a Escritura era suficiente para a adoração, e todo e qualquer acréscimo era humano, por isso, extremamente perigosos e não confiável, quem estabelece a adoração a Deus é o próprio Deus e não nós. Ou seja, Lutero cria no culto a Deus mais como gratidão, enquanto que Calvino cria que o culto a Deus era obediência.
Dessas duas visões, certamente Calvino é mais bíblico do que Lutero. A Bíblia claramente mostra que a obediência é extremamente aprazível a Deus, além do que, ela nos aconselha a não irmos além do que está escrito e também que Deus é quem estabelece a adoração( 1Co 4:6, Dt 12:38).
Todavia, isso não significa que não tenhamos espaço para oferecer uma adoração de gratidão a Deus, devemos sim agradecer a Deus por seus atos graciosos para conosco, todavia devemos saber como agradecer. Há respaldo bíblico para lembramos o natal e nos alegrarmos? Certamente que há. Como cristãos, devemos lembrar do testemunho da Escritura a respeito de Jesus, e devemos celebrar a morte de Cristo principalmente, pois isso é tanto por mandamento como que por gratidão, enquanto que o natal é simplesmente uma oferta de gratidão a Deus, que pode ser oferecida ou não pelos crentes. Como já falei, se quiser, celebre, se não quiser, não se celebre. Deve-se lembrar também que o nascimento de Jesus foi um momento especial, a ponto da Escritura relatar este fato e ela também relata a alegria dos anjos:
“Ora, havia naquela comarca pastores que estavam no campo, e guardavam, durante as vigílias d enoite, o seu rebanho. E eis que o anjo do Senhor veio sobre eles, e a glória do Senhoros cercou de resplendor, e tiveram grande temor. E o anjo lhes disse: Não temais,porque eis aqui vos trago boas novas de grande alegria, que será para todo o povo: pois na cidade de Davi, vos nasceu hoje o Salvador, que é Cristo, o Senhor. E isto vos será por sinal: achareis o menino envolto em panos, e deitado numa manjedoura. E no mesmo instante, apareceu com o anjo uma multidão de exércitos celestiais, louvando a Deus, e dizendo:
Glória a Deus nas alturas, paz na terra, boa vontade para com os homens”(Lc 2:8-14)

Não devemos esquecer algo maravilhoso como este, lembrando que é extremamente recomendável que a igreja utilize desse dia para pregar e anunciar a Cristo.

Soli Deo Gloria

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Nós Cremos – um ano depois

Era um domingo. Eu mal tinha voltado para a missão com adolescentes depois de uma complicada transferência malsucedida para a Missão Jovem do templo-central da Assembléia de Deus em Belém(a missão jovem possui costumes, modos e visões de mundo bastante diferentes da missão anterior. Eu gostaria de trabalhar para mudar esse quadro, mas não tive chance). Ao adentrar na porta da igreja, notei um cartaz diferente. A desconfiança bateu, o conteúdo era um tanto quanto peculiar. O templo central iria publicar uma revista de escola dominical própria naquele trimestre. Até aí tudo bem, para mim não parecia nada demais. Porém com conversas com várias pessoas, juntamente com a obtenção de informações importantes, juntamente com uma foto tirada do panfletinho semelhante ao cartaz, eu publiquei, no início de outubro de 2007 o post como se segue:

Um Novo Trimestre: igreja-Mãe publica o manual da Fé

Eu particularmente me encontro muito feliz, pois nesse último final de semana, pela graça de Deus voltei a ser professor na EBd da Missão Com adolescentes, pois havia sido retirado do cargo por motivos que ainda não convém relatar, e também voltei a assumir a supervisão do Jornal da Missão, o NTC. Renan Diniz também se encontra feliz, pois assumiu a liderança da WEB da Missão e Nilton Rodolfo está na rádio. Esperamos glorificar a Deus com tanta coisa boa que ele nos tem dado.
Porém, fui surpreendido ao entrar na igreja ontem. Logo me deparei com algo que pode dar muito o que falar e que já gerou certa polêmica em uma das palestras sobre EBD de meu amigo Carlos Eduardo: a não utilização da revista de escola dominial da CPAD neste último trimestre, substituída pelo Manual de Fé, produzido especialmente para a igreja-mãe. Me alegrei quando vi que poderíamos ter uma certa “Confissão de Fé” onde diminuiria as controvérsias doutrinárias existentes no seio de nossa querida AD (cheguei até a comentar sobre isso com o pastor Altair Germano em seu blog). Porém, ao que tudo indica tal atitude foi em decorrência de um problema existente entre a editora CPAD e a Igreja em Belém, segundo me foi relatado por fontes ligadas a liderança.
Os relatos apresentam certas discrepâncias, mas não podem ser menosprezados. Segundo uma fonte, a controvérsia se deu com o pastor-mor da igreja mãe e, não se sabe ao certo, com o comentarista das lições bíblicas deste trimestre(no caso, o pastor Geremias do Couto) ou se foi com o departamento de educação cristã(no caso, o pastor Esdras está envolvido) , talvez seja certo afirmar que a CPAD ou alguém tendo grandes responsabilidades lá dentro gerou tal “peleja”, porém lembrando, isso está somente no campo da hipótese, não houve uma explicação de nenhum dos lados.
Com a outra fonte, foi repassado que na verdade a igreja em Belém não estaria satisfeita com a revista da CPAD, e que de certa forma a revista a estaria prejudicando-a e até mesmo a atacando com críticas(então nesse caso, sera algo bastante indireto, porém com a carapuça servindo).
Neste momento, devemos buscar não a neutralidade(que é impossível, pois levaria ao menosprezo e o próprio afastamento das questões que nos afetam), mas sim ao máximo de imparcialidade possível antes de tirarmos qualquer conclusão. Seria bom que pessoas ligadas à CPAD ou os próprios responsáveis pela confecção da revista pudessem dar um parecer e explicar de maneira esclarecedora sobre este episódio,talvez nem saibam que ele existe. Assim também como as “pessoas do Norte”. Creio que através dessa atitude da igreja-mãe(que praticamente foi imposta e forçada) pode haver certa “separação” e agravar ainda mais as relações assembleianas “Norte-Sudeste” que existe hoje. Tomara que este manual só seja para este trimestre. Mas a questão permanece: E se não for?
Tomara que não seja nada, mas se for? Que Deus nos dê graça e que os problemas sejam resolvidos
Soli Deo Gloria
No dia seguinte, o blog Geração que Lamba havia recebido comentários em tempo recorde: 12 comentários de vários blogueiros como Gutierres Siqueira, Altair Germano e Paulo Silvano. A matéria rapidamente se espalhou de outras formas pela web e foi divulgada, com permissão, no blog do pastor Altair Germano, oque fez com que a notícia se espalhasse cada vez mais. Foi uma semana difícil. quando eu estava na casa da vovó, recebia um telefonema desesperado de minha mãe, preocupada com o post que publiquei. Mal saí da faculdade, recebi outro telefonema desesperado do líder do jornal da Missão na época, A.K.*, falando que o pastor da missão, que aqui vamos chamá-lo mister Z, havia proibido minha volta à batuta do jornal. Depois disso, recebi as mais diversas pressões e tensões sobre a minha permanência ou não na MCAD, ou até mesmo no templo-central. No domingo seguinte(minha postagem foi feita na segunda-feira), o pastor da igreja em Belém(e presidente também) fez o seguinte esclarecimento:
Neste domingo, dia 07 de outubro, o pastor Samuel Câmara esclareceu o porquê da adoção do Manual de Fé para a escola dominical da igreja em Belém.
Segundo o pastor Samuel, o motivo foi devido ao fato do pastor Geremias do Couto “estar criticando, escrevendo coisas sobre a igreja em Belém, sem conhecê-la e estar a chamando de mundana”, devido a este fato, o pastor e sua equipe mandou uma carta ao pastor Geremias, mostrando o motivo do porque de tal atitude. Pastor Samuel fez questão de salientar que não existia nenhuma heresia no conteúdo da revista, e que no próximo trimestre a igreja VOLTARÁ A UTILIZAR A REVISTA DA CPAD, tranqüilizando assim os membros.
Ainda falando sobre este assunto, o pastor também considerou positiva a utilização do manual da fé, pois assim a igreja consegue ver que não está “presa” a uma determinado procedimento ou mídia, pois há opções, e esse manual foi importante pois há muitos cristãos ainda que não conseguem responder às perguntas sobre suas crenças fundamentais.
Creio que isso confirmou as suspeitas e testemunhos dados pelos pastor Geremias do Couto nos blogs Altair Germano e Geração que Lamba, porém a discrepância maior é que o pastor Samuel disse que, em seus escritos, o pastor Geremias acusou a igreja em Belém, enquanto que segundo o pastor Geremias, o que foi escrito restringia-se a atitude tomada pela chapa do pastor Samuel na última convenção.
Cabe ressaltar também, que em alguns semestres passados, a CPAD publicou uma lição falando sobre as doutrinas fundamentais da fé.
A meu ver, essa atitude ainda assim não foi louvável, justamente por ser forçada e imposta nas ações e consciências dos membros, e também baseia-se em questões pessoais e não bíblicas. Nessas horas, é importante lembrar que para Paulo, apesar de problemas envolvendo seus certos pregadores querendo vanglória, o importante é que o Evangelho estava sendo pregado.
Não estou questionando o caráter de nenhum dos dois personagens principais deste fato. Porém creio que questões pessoais não podem atrapalhar o ensino da Palavra.
Que possamos meditar sobre esses assuntos e orar pela nossa igreja.
Soli Deo Gloria
Infelizmente esse artigo, publicado no recentemente extinto blog Comunicólogos e na União de Blogueiros Evangélicos(UBE), não teve a mesma repercussão de seu antecessor. Pelo menos não em outros blogs, mas recebeu uma faixa de 10 comentários(o anterior contou com um total de 27 comentários). Dos blogueiros que se manifestaram, muitos tiveram uma atitude crítica com relação ao ato da igreja em Belém, outros me preveniram a tomar muito cuidado com este assunto, outros tentavam clamar por paz.
Não há dúvida do impacto que este fato causou. Muitos podem questionar por que isso rendeu tanta repercussão. A resposta é simples: A igreja em Belém, quer muitos admitam ou não, é uma referência. Foi em Belém que tudo começou. Outro fator importante: este fato era  apenas a ponta do iceberg de uma cruel briga e disputa política que vem sendo travada há alguns anos na atual AD brasileira. À beira de seu centenário,o cenário político das convenções assembleianas virou um verdadeiro ringue eleitoral e disputa pelo poder, onde pouco saem ilesos nesta batalha. Alguns querem pôr panos quentes, outros, são tão políticos que mal dá para saber o que é fato e o que é ficção. Dentre as várias facções que integram este quadro e defendem com intensa paixão seus comandantes está a igreja em Belém, temida por uns, odiada por muitos e idolatrada por outros. Nessa guerra de trincheiras, quem mais sofre são os membros das congregações com as decisões tomadas à força pelos caciques** do clero. Quando a decisão é tomada, a afirmação é: ” A igreja em Belém tomou a decisão…”, quando a decisão é questionada, a resposta é: ” isso são coisas altas demais para você questionar, isto está além de você, não se meta…”***. Todavia, isto não é somente na igreja em Belém, e isso não significa que toda a igreja em Belém é corrupta e não possui acertos.  De uma boa parcela de pastores que conheço, muitos possuem um coração sincero e uma busca por Deus, além de um verdadeiro testemunho cristão. Infelizmente isso é pouco visto devido à grandes pelejas dos caciques maiores e da paixão infantil que muitos apresentam por eles. Tal caciquismo acaba por ser um flagelo na consciência dos membros, que mal podem expressar sua opinião. Já escutei a afirmação que eu gosto de destruir o meio em que eu vivo, e outros afirmaram que desejo o mal para o  atual presidente da AD Belém. Primeiramente gostaria de dizer que se destruir o meio em que se vive é apontar suas mazelas com o intuito de ver uma possível mudança para melhor, então se pode dizer que sou um “demolidor”, agora se isso significa que eu na verdade, nada mais quero do que ver o circo pegar fogo, justamente por estar compromissado com terceiros, é uma inverdade. É muito fácil criticar quem está de fora da guerra, criticar por pertencer a outra causa ou partido, fácil é ver o cisco no olho dos outros, difícil é tirar a trave do nosso! Creio que antes de atentarmos para os outros, devemos verificar como estamos pensando , vivendo e refletindo sobre estas delicadas questões. Com relação ao presidente, nunca busquei ser seu difamador, ou expor de forma cínica seus equívocos. Pelo contrário, o desejo de meu coração é uma mudança de atitude e procedimento, em alguns aspectos morais importantíssimos, mas  também e principalmente  certas questões doutrinárias ainda mais  importantíssimas em nosso presidente para a saúde de nossa denominação. Não julgo o seu coração, mas sim suas atitudes.  Meu compromisso é( e espero que continue sendo, se Deus quiser, por Sua graça) com a Palavra de Deus, e não com politicagens de homens.No GQL, sempre busquei me pautar palavra de Deus e espero que meus amigos continuem fazendo o mesmo, ali foi o espaço que Deus nos deu para podermos expressar o nosso coração, à luz da orientação de Sua doutrina, a Bíblia sagrada.
Depois de um ano, cada vez mais vejo a soberana mão de Deus na minha vida**** e só tenho a agradecê-lo e glorificá-lo por tudo.
Soli Deo Gloria.
* O Nome não foi divulgado para preservar a pessoa existente.
** O termo foi originalmente cunhado pelo blogueiro Gutierres Siqueira
*** Tais frases não vieram da boca do presidente, e na verdade, o foco aqui  neste trecho são outros obreiros envolvidos, o que não significa que o presidente fuja desse contexto.
****Grácas à Deus não sai do jornal , e hoje também sou professor de EBD.

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Maçonaria e Fé Cristã: Incompatíveis?

É bastante difícil traçar a origem da Maçonaria, algumas correntes afirmam que ela teve inicío no templo de Salomão, todavia, os cristãos rejeitam tal versão e até mesmo maçons, pois não existe prova histórica que comprove isso – para os cristãos, essa afirmativa também não está abalizada teologicamente – então, segundo vários historiadores, a maçonaria teve inicio no final da idade média, com organizações feitas por pedreiros na França( o próprio nome maçon, em francês, significa pedreiro). Rapidamente, a maçonaria ganhou adeptos e está espalhada em praticamente quase todo o mundo. Por muito tempo taxada como sociedade secreta, hoje ela prefere ser chamada de sociedade discreta,pois qualquer um pode livremente saber a respeito. Afirma que não mantém nenhum vinculo com religião, por isso é perfeitamente possível ser budista, islâmico, cristão e maçon. É uma sociedade marcada por um alto rigor moral, beneficiente, filantrópica e altamente preocupada com o bem estar dos “irmãos” da ordem e ligada com questões político-sociais. Entre seus adeptos destacam-se Bejamin Franklin, George Washigton, Mozart e o presidente Roosevelt. Afirma-se que até mesmo o ator Charles Chaplim era um Maçon. Então é importante perguntarmos: Podemos ser Maçons e cristãos ao mesmo tempo? É provável que muitos dentro da igreja evangélica – em particular as igrejas tradicionais – digam sim a resposta, afinal ainda não se viu nada incompatível até o momento. Entretanto, será essa toda a verdade? Nada mais e nada menos? Óbvio que não.
Dentro dessa sociedade existem um conjunto de regras chamados “Os Ladmarks”, por onde o maçon deve ser guiado por toda a vida. O landmark número 5 afirma:”A Maçonaria impõe a todos os seus membros a prática exacta e escrupulosa dos ritos e do simbolismo , meios de acesso ao conhecimento pelas vias espirituais e iniciáticas que lhe são próprias:.” e o número 6 diz:”A Maçonaria impõe a todos os seus membros o respeito das opiniões e crenças de cada um:. Ela proíbe-lhes no seu seio toda a discussão ou controvérsia, política ou religiosa:. Ela é ainda um centro permanente de união fraterna , onde reinam a tolerante e frutuosa harmonia entre os homens, que sem ela seriam estranhos uns aos outros:.” Cabe-se perguntar: isso é biblico? A frase do landmark 5 com certeza é estranha. O que são os “símbolos” e “Vias espirituais”? No ritual de iniciação, é necessário que o iniciante passe das “trevas” para a “luz” da maçonaria. Como assim? A maçonaria é luz? Não foi por acaso o próprio Senhor Jesus disse que : “Eu Sou a Luz do mundo, quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida”(Jo 8:12). E o que dizer do Landmark 6 quando ele afirma que é proibida qualquer controvérsia religiosa dentro da maçonaria, ou seja, converter algum “irmão” maçon judeu está fora de questão! É extremamente proibido! Então como poderemos cumprir o ide de Jesus( Mc 16:15)?, a questão se complica ainda mais quando se observa o detalhe da maçonaria ser uma sociedade secreta, onde o membro não pode contar o que se passa nas reuniões. Então onde fica o principio bíblico que Jesus nos ordenou fazer(Mt 10:27)? A questão se complica ainda mais quando vemos que o “rito tradicional” – existem vários ritos na maçonaria, porém será abordado aqui apenas o tradicional escocês e o rito de York – possui uma filosofia abertamente deísta, ou seja, a crença que Deus apenas criou o universo e o deixou com leis naturais para guia-lo e ao homem deu a lei moral. esse é o Deus da Bíblia? Não é o Senhor um Deus que intervém e se preocupa com o homem? Esse deus deísta da maçonaria é chamado de GADU( Grande Arquiteto do Universo) e representa todo os deuses existentes. Jesus nada mais é que um grande homem como maomé e buda, que absurdo! Jesus é Rei dos Reis e Senhor dos Senhores(Ap 19:16)! O próprio Deus, UM com o Pai e o Espirito Santo(1Jo 5:7). Existe outro rito na maçonaria, chamado de rito de York, esse, por sua vez, é teísta, crê na intervenção divina, entretanto ainda é mais pagão do que o escocês. Antes que se chame Gadu, o deus do rito de York se chama JABULOM(“Ja” de Javé, ou Jeová, Bu de baal, om de osiris,deus do sol egipicio). Indicando claramente um sincretismo brutal e incompatível com a fé cristã. A maçonaria tem vínculos com o misticismo esotérico, além de estar fortemente influenciada pela filosofia pagã da História Antiga, só isso nos faz pensar seriamente se realmente é lícito participar de tal coisa destituída de respaldo bíblico-teológico.
A Igreja e a Maçonaria.
Infelizmente poucos eram os irmãos capacitados para ver essa praga no corpo de Cristo, pelo menos há alguns anos atrás. A maçonaria entrou fortemente nas igrejas tradicionais. Nos Estados Unidos, até o Seminário Batista do Sul é lotado de maçons, muitos missionários, não somente batistas, como também metodistas, anglicanos, luteranos e principalmente presbiterianos maçons vieram para o Brasil com o intuito de evangelizar na época do império. A igreja presbiteriana, sem dúvida, foi a mais afetada por tal praga desde o início, pois se envolveu com a maçonaria com o propósito de conseguir a liberdade religiosa no Brasil. Até hoje existem diversos maçons confessos dentro da denominação e somente em tempo recente que o Supremo Concilio da igreja se manifestou contra essa questão, porém não ordenou que os presbitérios aplicassem a disciplina nos membros envolvidos com as lojas maçônicas.
Uma pesquisa recente divulgou que há maçons em toda as igrejas evangélica no Brasil. que possamos estar alertas para os falsos obreiros e se possível, tirando-os verdadeiramente das trevas existentes nessa sociedade “discreta”, caso isso não seja possível, afastemo-nos dos tais.(Tt 3:10)
* As citações desses Landmarks foram extraídas do site português “Portal Macónico”, por isso existem diferenças na ortografia.
link: http://www.maconaria.net/index.shtml
Esse Foi um dos primeiros artigos publicados no blog Geração que Lamba, no início de 2007. Em breve, Nilton Rodolfo publicará um artigo sobre a experiência que teve ao visitar uma Loja Maçônica. Aguarde as Novidades do Blog geração que Lamba neste segundo semestre de 2008.

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