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Porque não elas? Uma abordagem bíblica sobre o ministério feminino.

Quando era um pouco mais novo, constantemente ia a CPAD para verificar os lançamentos ou algum livro interessante
para ler. Certa vez me deparei com um livro de Loren Cunninghan, fundador do ministério Jovens Com Uma Missão(JOCUM), no qual defendia a prática do ministério feminino.

Decidi usar oi mesmo título do livro de Loren para o presente artigo. Todavia, cabe ressaltar que este artigo não é o original que escrevi para abordar este assunto, que possuía cerca de seis páginas, dissecando as opiniões do que defendem a plena inclusão de mulheres no ministério feminino e os rebatendo. Infelizmente como o original foi perdido, resolvi reescrever, porém com um texto mais enxuto.

Sobre a questão da inclusão ou não das mulheres no ministério eclesiástico, há duas posições: Os Igualitaristas e os Diferencialistas. Porém antes de debatermos sobre as posições de cada um deve ter em mente as seguintes observações:

– Ambos os Grupos Defendem a Participação da Mulher no Contexto Eclesiástico.

Em nenhum momento ambos os grupos proíbem a mulher de participar das atividades da igreja, a única diferença entre eles é COMO as mulheres devem participar, ou até que ponto elas devem participar.

– Ambos os Grupos Defendem a Igualdade Entre Homem e Mulher Perante Deus.

Ambos os grupos crêem que Deus fez homens e mulheres essencialmente iguais(Gn 1:27). Onde nenhum sexo possui superioridade sobre o outro, quer seja na inteligência, raciocínio, sabedoria ou coisa semelhante.

As diferenças básicas do grupos se dá no seguinte ponto: Igualitaristas defendem a plena inclusão de mulheres no ministério, onde ocupariam tanto cargo de pastoras, “presbíteras” e diaconisas. Enquanto que os Diferencialistas afirmam que apesar da mulher ter seu papel a desempenhar na obra do Senhor, tal papel é limitado pela função que Deus estabeleceu, não cabendo portanto, a inclusão de mulheres no pastorado e diaconato, assim também como no presbitério.

Muitos podem questionar tal afirmação diferencialista, como fazem os igualitaristas, com as seguintes colocações:

a)- Em Romanos 16, vemos Paulo exaltando as mulheres no ofício eclesiástico, onde destacam-se Febe e Júnias, sendo que esta última era “Notável entre os apóstolos”. Não seria portanto o ministério feminino algo viável e abençoado? Não seriam os diferencialistas nada mais do que chauvinistas modernos?

b)- Vemos que em Gálatas 3:28, que em Cristo, as barreiras foram quebradas entre homens e mulheres, e que todos são iguais em Cristo Jesus, não havendo mais Livre ou escravo, macho nem fêmea,pois todos são iguais em Cristo Jesus. logo, a prática de restringir as mulheres no ministério feminino é absurda, uma vez que as diferenças foram quebradas.

c)- A subordinação feminina foi algo decretado por Deus devido a queda do homem(Gn 3:16), sendo que esta foi removida por Cristo no Calvário, não havendo mais a necessidade de tal submissão perniciosa.

d)- Paulo parece ser contra o ministério feminino,mas isso se deu por causa do contexto cultural da época,onde os homens eram por demais machistas. Paulo, até mesmo tendo dificuldades com o assunto, devido a sua origem farisaica, decidiu não desagradar a ala masculina da igreja, afirmando discretamente tal ensino revolucionário.

e)- Mesmo que o diferencialista esteja certo, dificilmente poderá mudar o quadro que está se estabelecendo, o ministério feminino é uma tendência atual que mostra que os tempos mudaram, por isso ele veio para ficar, e é tolice tentar mudar tal quadro.

Tais argumentos soam muito convincentes no início, porém será mesmo que tais colocações estão de acordo com a palavra de Deus? veremos.

É extremamente controverso e inviável utilizar Romanos 16 para defender o ministério feminino, uma vez que não há detalhes explícitos do tipo de ministério que as mulheres exerciam na igreja, pelo contrário, o contexto imediato mostra claramente que não era o pastorado ou diaconato. No caso de Febe, vejamos o que Romanos 16:1 diz:”Recomendo-vos, pois, Febe, nossa irmã, a qual serve na igreja que está em Cencréia, para que a recebais no senhor, como convém aos santos, e a ajudeis em qualquer coisa que de vós necessitar; porque tem hospedado a muitos, como também a mim mesmo.”

Note que Paulo não elogia Febe por ela ser “Poderosa nas Escrituras” ou ser uma professora excelente, pelo contrário, ele a louva pelo simples, porém importante fato, de Febe ter sido uma auxiliadora exemplar, que hospedou muitos cristãos em sua casa. Além do que Paulo não explica que tipo de serviço Febe fazia na igreja.

A situação se complica ainda mais quando os igualitaristas se referem a Júnias, uma vez que o nome “Júnias” pode ser tanto masculino e feminino, e sendo que grande parte dos pais da igreja, incluindo Orígenes,afirmavam que Júnias se tratava de um homem. Seja como for, também não é claro que tipo de ministério Júnias exercia na igreja, mesmo que fosse apóstolo(a), havia várias classes de apóstolos, sendo que Júnias parece ter sido apenas uma cooperador(a) de Paulo.

A argumentação dos igualitaristas para Gálatas 3:28 é absurda,o contexto mostra que o que Paulo está afirmando a igualdade de pessoas perante Deus no contexto da salvação, espiritualmente não há diferença nenhuma entre homem em mulher, mas de forma alguma Homem deixa de ser homem e mulher deixa de ser mulher. Tal argumento pode até ser defendido por aqueles que defendem o chamado “homossexualismo cristão”.

Não procede o argumento de que a subordinação feminina foi fruto da queda. pode ter havido, por causa do pecado, um aumento maior na prática da submissão, mas não convém dizer, como veremos a seguir, que a submissão foi estabelecida depois da queda e não antes.

É uma injúria contra o apóstolo Paulo afirmar que o tal usou de “politicagem” para não desagradar seus conterrâneos Judeus. Paulo não temia as afronta dos homens. É só atentar para a epístola ao Galátas para comprovar tal fato. Seu compromisso era com Deus, e não com os homens. É bíblico o motivo que Paulo restringiu o exercício da mulher para o ofício eclesiástico. Vejamos 1 Timóteo 2:12-14: “Não Permito, porém, que a mulher ensine, nem que use de autoridade sobre o marido, mas que esteja em silêncio. Porque primeiro foi formado Adão, depois Eva. E Adão não foi enganado, mas a mulher, sendo enganada, caiu em transgressão.”

É óbvio que Paulo não está restringindo a mulher de ensinar num sentido geral, uma vez que ele ordena que as mulheres mais velhas ensinem as mais novas(Tt 2:3-4), Timóteo observou o testemunho de Fé de sua avó Lóide e sua mãe Eunice( 1 Tm 1:5). Todos os cristãos são chamados, sem distinções, para evangelizar e fazer discípulos para Cristo, ensinando-os(Mt 18:19-20). Mas então, que tipo de ensino Paulo se refere? Veja que Paulo relaciona a Palavra “ensinar” com o exercer autoridade com relações aos homens. Alguns podem contra argumentar que Paulo utiliza a palavra Maridos e não homens, todavia, apesar da excelente tradução das Almeida Revista e Corrigida e Almeida Corrigida Fiel, a palavra aqui é melhor traduzida por “homens”. A King James Version, baseada no mesmo texto grego da tradução de Almeida (Textus Receptus), traduz a palavra por homens. sendo que o próprio contexto mostra como homens e mulheres devem se portar na assembléia cultual, uma vez que Paulo está instruindo a Timóteo: “Mas se tardar, saibas como convém andar na casa de Deus, que é a igreja do Deus vivo, a coluna e firmeza da verdade”(Tm3:15).

Note também que a base da proibição de Paulo não está nas questões culturais de sua época, mas por causa da criação pré-queda, onde Deus estabeleceu os papéis fundamentais das relações entre homens e mulheres. A um forte eco com a explicação de nosso Senhor Jesus quando explica a base do casamento monogâmico, onde também utiliza como base a criação. Aí vemos a importância da doutrina da criação. Adão era o cabeça tanto da mulher quanto da humanidade. Isso revela uma situação tanto familiar quanto teológica. Adão era o cabeça da mulher(familiar) e também da humanidade(teológica). Há uma profunda relação entre família e igreja, sendo que esta última iniciou-se no seio da primeira.

Ora, se tenho como mentor espiritual uma mulher, o que me impede de dar a minha esposa a liderança espiritual de minha casa? O que me impede de colocá-la como minha líder? Praticamente nada. Paulo, no capítulo 3 de 1 Timóteo, não faz referência alguma a mulheres para a seleção de presbítero,poderia ter feito, mas não o fez, pelo contrário, ao bispado convinha que fosse casado e governasse bem a sua casa!!!

O grande problema existente hoje se dá pela falta de homens fortes e compromissados com Deus dentro do contexto eclesiástico,possibilitando a mulher tomar as rédeas que pertencem a eles, não por serem superiores, mas porque tal função foi dada por Deus exclusivamente para eles, sendo que as mulheres tanto na família quanto na igreja tem a função de auxiliar os homens. Não procede o argumento de que isso é uma tendência atual, se for por isso, todos nascemos com uma tendência ao inferno.

Caso a Assembléia de Deus aceite o pastorado(ou o diaconato) feminino, de forma alguma considerarei mulheres minhas mentoras e líderes, nem me submeterei a sua liderança, nem as considerarei como tais. Não por preconceito. Simplesmente por questão de função.

                                                                                                                                                                                                                         Soli Deo Gloria

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Vivendo uma Vida de Hipocrisia( baseado em Mt 23:25-28)

Artigo feito por Nilton Rodolfo, “fundador” da GQL.
Existem muitos tipos de “crentes hoje em dia, diversos tipos de igrejas e liturgias. Mas existe um grupo de pessoas que é mais famoso entre os outros, são os chamados “irmãos de fogo”, os quais são considerados os “pentecostais”.
Infelizmente, no meio do trigo sempre tem joio, ou seja, em meio aqueles irmãos que realmente são cristãos fervorosos por meio da graça de Deus superabundando em suas vidas existem aqueles que possuem um estereótipo de cristão, têm uma Bíblia grande, constantemente dão glória a Deus no cultos, entram no “mistério”, etc…mas que infelizmente são só falsidade(Mt 7:15), são verdadeiros sepulcros caiados.
E agora? O que fazer para discernir entre o cristão verdadeiro e o falso profeta? Jesus nos orienta em relação a isso e nos chama à atenção para a “análise dos frutos”(Mt 7:16-20).
É impossível alguém ter caracteristícas de um verdadeiro cristão, como amor, alegria, paz, temperança, etc, se ele não tiver o Espirito Santo habitando em sua vida, pois é Ele que gera em nós o Seu fruto( Gl 5:22-25).
Jesus usa uma metáfora nos comparando com com a vara da videira e Ele com a videira verdadeira(Jo: 15:4-6) ; não tem como alguém dar bons frutos se não estiver em comunhão com Deus, então implica que uma pessoa que não tem comunhão com Deus não é um verdadeiro cristão, e por consequência é alguém que vive de hipocrisia. Também é impossível alguém não dar bons frutos se estiver em comunhão com Deus, isso implica que um verdadeiro cristão é aquele que tem comunhão com Deus e vive, consequentente, o fruto do Espirito. É impossível ter essas coisas e não mudar de vida, pois isso é um processo de transformação que não podemos conter(Se estivermos mantendo nossa salvação,pois salvação se perde).
Outro aspecto que deve ter a sua atenção é o aspecto bíblico. Muitas pessoas andam fazendo certas coisas por aí, que não têm o minimo de apoio no Livro Sagrado para ser feito. Hoje em dia temos tudo quanto é tipo de adoração; temos adoração profética, adoração levítica, adoração extravagante, etc..também temos a “unção dos quatro seres”, a unção dos “Street Figthers”[ Me refiro ao tipo de pregador que gosta de jogar bolas de fogo em pessoas, afirmando estar cheio do Espírito, o que parece magia do famoso jogo de videogame], entre outras heresias(parece engraçado, mas infelizmente é verdade). Em nenhum momento quero limitar a manifestação do Espirito Santo em nossas vidas, só estou falando de meninices que existem em muitas igrejas, onde o povo pensa que tudo “vem de Deus”. Por favor, vamos discernir o que é de Deus e o que não é!(1Tm 4:1,2; 2 Tm 4:2-5). Infelizmente também temos muitos falsos profetas que pregam o que acham que é certo, mas pela Bíblia tal ensinamento é errado; que procuram agradar ao povo, lhes dizendo o que eles querem ouvir, e não o que eles precisam ouvir de Deus( Jo 7:24).
Viver uma vida de hipocrisia é afirmar uma coisa e não vivê-la, assim também como saber que está contra a vontade de Deus e dizer que está de acordo com ela. Está associada a uma vida baseada em suas próprias convicções, sem procurar o ensinamento bíblico; é ter uma vida baseada em suas próprias forças, ou seja é ter uma vida independente de Deus. Sabemos muito bem, que sem Deus em nossas vidas, não passamos de pecadores condenados à morte eterna, mas se estivermos em Deus por meio de Jesus e de Seu sangue que nos traz a redenção, ainda seremos pecadores, mas pecadores que têm acesso ao perdão de Deus,debaixo de Sua graça e por isso podemos perseverar até o fim.
Se você estiver vivendo uma vida hipócrita, seja humilde e reconheça os seus erros perante Deus, e Lhe peça perdão e graça para que a salvação seja possível. Leia a Bíblia, pois é ela que vai te orientar e ore, pois é pela oração que você estará mais íntimo de Deus, sem deixar de vigiar. Abraços. Deus nos perdoe.

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